Veículos e Adaptações

Autonomia para dirigir

Cavenaghi lança T-Drive, solução de dirigibilidade para tetras

Para viabilizar a condução de um veículo para um tetraplégico, com lesão mais baixa, a Cavenaghi acaba de criar o T-Drive – Total Drive. De acordo com o diretor técnico da Cavenaghi, Carlos Cavenaghi, essa solução, que promove autonomia e permite a alguns tetraplégicos dirigir seu próprio carro, é composta por adaptações da mais alta qualidade e tecnologia. O veículo que está sendo utilizado para receber essa solução é o C3 da Citroën. “Esse veículo foi escolhido porque ele apresenta uma série de itens originais que são ideais para receber essa nossa solução. Uma das características é justamente o volante que é um dos mais leves do mercado” explica Carlos.

A solução T-Drive torna o volante ainda mais leve e dispõe de freio com duplo servo para facilitar seu uso, freio de estacionamento automático, ponto de partida que substitui a chave de contato, banco que gira e se projeta fora do veículo facilitando a transferência de motorista para cadeira de rodas.  Além disso, todos os comandos elétricos podem ser acionados por voz ou por partes do corpo, como o cotovelo, por exemplo. “Essa é uma solução inédita, uma novidade que estamos lançando na Reatech 2010”, finaliza Carlos.

Avaliação antes de dirigir
Carlos explica ainda que antes de adquirir o T-Drive, é preciso que o usuário faça uma avaliação previa das forças residuais musculares. Essa avaliação é feita na própria Cavenaghi que disponibiliza um simulador de direção, o Drive Test Station (DTS), um equipamento de auxílio na avaliação de pessoas com deficiência candidatas a motorista.

Com o DTS será possível avaliar a força do giro do volante, a força para acionar o freio e o acelerador tanto com a mão esquerda como com a direita, a força aplicada no pedal de freio e no de acelerador pelas pernas. Esse sistema consegue medir o tempo de reação dos pés e das mãos partindo de uma aceleração total para uma frenagem total. O DTS também realiza o Teste dos 6 pontos, o qual avalia o tempo de reação a estímulos visuais.

Fonte: Cavenaghi
Imagem: http://blogdomoquenco.blogspot.com/

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Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

4 comentários sobre “Autonomia para dirigir

  • Acho que já é tempo de pensarem em nós tetras. Muito bem.
    Eu já fiz esse teste, Vera! E passei…rs
    Em geral somos levados nos Centros de Reabilitação a fazer esse teste de mobilidade logo aquando do internamento. Esse simulador existe dentro do centro. E são fisiatras e especialistas que nos põem á prova. Se ficarmos aptos, é-nos logo facultada uma declaração com todas as adaptações técnicas que carro a conduzir por nós necessita. Depois é só requisitar á Segurança Social o pagamento das mesmas.
    Teste não é fácil. Temos que ter reflexos bem apurados e muita pericia.
    Fica bem.

    Resposta
  • Pelo seu relato, podemos conhecer como funcionam os centros de Reabilitação em Portugal. No próprio centro de Reabilitação existe o simulador…muito bacana, Eduardo!

    Abraços!

    Resposta
  • Sim, Vera!
    Digo-o, porque já fiz o teste. Em geral somos convidados a fazer o teste de mobilidade durante o nosso internamento.

    Fica bem.

    Resposta
  • Ótimo trabalho desses Centros de Reabilitação, Eduardo!

    Resposta

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