Silvia e Luana Abravanel: Uma história de amor, luta e esperança
A trajetória de Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, com sua filha Luana, de 27 anos, é marcada por desafios intensos, mas também por amor incondicional, coragem e uma busca constante por dignidade e qualidade de vida. A história das duas representa tantas outras vividas por famílias atípicas no Brasil, especialmente aquelas que convivem com deficiências e doenças raras.
A seguir, conheça um pouco mais sobre essa jornada inspiradora — e como o canabidiol tem feito a diferença na vida de Luana, assim como na de outras crianças com condições semelhantes.
Um diagnóstico difícil e uma maternidade transformadora
Desde o nascimento de Luana, Silvia Abravanel teve de enfrentar uma jornada marcada por incertezas e desafios intensos. A filha foi diagnosticada com galactosemia, uma doença genética rara que afeta o metabolismo, impedindo o organismo de processar corretamente a galactose — um tipo de açúcar presente no leite, derivados e até em alguns vegetais e frutas. Quando não identificada precocemente, essa condição pode levar ao acúmulo da substância no sangue, comprometendo órgãos vitais como o fígado, os rins e o cérebro. Apesar de o diagnóstico ser possível por meio do teste do pezinho ampliado, esse exame ainda não é amplamente oferecido pelo SUS, dificultando a detecção precoce em grande parte dos casos.
Além da galactosemia, Luana também sofreu complicações durante o parto, que resultaram em déficit neurológico. A combinação das duas condições exigiu de Silvia uma dedicação integral desde os primeiros dias de vida da filha. Foram anos de acompanhamento com especialistas, terapias constantes e a busca por tratamentos que promovessem qualidade de vida.
Em entrevistas, Silvia, que também é mãe de Amanda, de 19 anos, relembra com emoção o impacto desses primeiros momentos:
“Era mãe de primeira viagem, e um médico conceituado de um hospital conceituado chegar e falar isso para mim: ‘O meu tempo com a sua filha acabou, a gente não quer mais cuidar dela’. Abriu um buraco embaixo dos meus pés.”
Essa fala resume o sentimento de abandono vivido por muitas mães de crianças com deficiência no Brasil: a luta não é apenas contra a condição de saúde, mas também contra a desinformação e o despreparo do sistema médico.
O poder do amor e da resiliência
Apesar das dificuldades, Silvia encontrou forças onde nem imaginava. Como ela mesma descreve, ser mãe de uma filha com deficiência a transformou:
“É amor, medo, coragem e entrega o tempo todo.”
Com o tempo, e após muitas tentativas de tratamento, surgiu uma nova esperança: o canabidiol.
Canabidiol: um aliado na evolução de Luana
Ao longo dos anos, Silvia Abravanel buscou incansavelmente alternativas que pudessem garantir mais conforto, autonomia e bem-estar para sua filha Luana. Foi nessa jornada, marcada por persistência e amor materno, que ela conheceu o canabidiol (CBD) — substância que hoje integra o tratamento da jovem há cerca de três anos. Desde então, Silvia relata mudanças positivas e significativas:
“Ela toma canabidiol há três anos. Está muito bem, está mais falante”, afirmou.
“Ela está mais comunicativa, mais presente no dia a dia. É uma mudança que enche meu coração de esperança”, completou.
Embora o CBD não represente uma cura para a galactosemia, ele tem sido associado a avanços importantes em áreas como cognição, humor, interação social e comportamento, especialmente quando utilizado sob orientação médica adequada.
O caso de Luana se soma ao de outras crianças, como a filha do chef Henrique Fogaça, que também apresentou melhorias após o início do tratamento com canabidiol. Essas experiências fortalecem a compreensão do CBD como uma alternativa terapêutica segura e eficaz em quadros de condições neurológicas, epilepsia, autismo e doenças metabólicas raras.
Apesar dos preconceitos e das barreiras burocráticas que ainda dificultam o acesso ao tratamento no Brasil, é fundamental destacar que o uso medicinal do canabidiol é respaldado por evidências científicas e tem sido progressivamente incorporado à prática clínica em diversos países.
Visibilidade, informação e empatia: o impacto de uma voz pública
Ao compartilhar sua história, Silvia Abravanel não apenas desmistifica o uso do canabidiol, como também dá visibilidade a uma realidade vivida por milhares de famílias brasileiras: a luta por respeito, tratamento digno e inclusão para pessoas com deficiência.
Sua jornada com Luana mostra que cada avanço, por menor que pareça, é uma conquista gigante. E que, com amor, informação e apoio, é possível construir uma vida com mais dignidade, autonomia e bem-estar.
Conclusão
O relato de Silvia e Luana Abravanel vai muito além da emoção: ele evidencia a força das mães atípicas, que enfrentam diariamente os desafios da maternidade em contextos de deficiência e doenças raras. A história delas reforça a urgência de políticas públicas mais justas, de um olhar mais empático da sociedade e da ampliação do acesso a tratamentos eficazes, como o canabidiol, que tem proporcionado qualidade de vida e avanços significativos em diversos casos.
Histórias como a de Silvia e Luana têm o poder de inspirar, conscientizar e abrir caminhos para um futuro verdadeiramente inclusivo — um futuro em que todas as pessoas com deficiência tenham garantido o direito à saúde, ao cuidado digno, ao respeito e à participação plena na sociedade.
Se você é uma mãe atípica, cuidador ou pessoa com deficiência, saiba: você não está só. Buscar informação, compartilhar experiências e fortalecer redes de apoio são passos essenciais para a transformação.
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