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Pilates realmente faz a diferença para uma PcD? Veja o meu relato

Por Vera Garcia*

Envelhecer faz parte do ciclo natural da vida e chegar lá com saúde, bem estar e com qualidade é o desejo de qualquer pessoa. Pensando nisso,  comecei a fazer Pilates e desde então não parei mais.

Tenho deficiência física (amputada do membro superior direito) e já tenho 51 anos.  No passado tive muitas dores de fibromialgia e hoje posso garantir que essas dores  foram drasticamente amenizadas. Também estou frequentando academia de musculação que também tem me ajudado muito (em breve farei um post sobre isso).

O Pilates não é um conjunto de exercícios prontos e generalizados. O professor de educação física ou fisioterapeuta, observa o aluno e percebe quais são suas necessidades e assim adapta os exercícios para que esse aluno alcance o resultado necessário. É assim que meu professor Erik Galiêta, tem feito comigo e com todos os seus alunos no estúdio localizado em  Paulínia, SP. Ele trabalha no máximo com dois alunos, e além de pessoas sem deficiência dá atendimento a pessoas com deficiência visual, amputados, idosos… Só não atende cadeirantes, porque infelizmente o salão é alugado, fica no 1º andar e tem escadas. Mas tenho certeza que um dia ele resolverá isso.  Ele é calmo, paciente e muito concentrado no que faz. Todos os exercícios são pensados no perfil e capacidade própria de cada aluno.

No Brasil há muitos estúdios de Pilates que tem acessibilidade para cadeirantes, é só pesquisar.

Imagem: Arquivo Pessoal

O Pilates que o Erik utiliza é bem contemporâneo, além dos aparelhos clássicos ele utiliza também faixas, bolas de ginástica, halteres, bicicleta…

Minha amiga Sumie F. Campos, 75 anos

Através do Pilates consegui aumentar a minha força, meu equilíbrio, coordenação e flexibilidade, tinha muita dificuldade em relação a tudo isso por causa da minha deficiência.  E certamente se eu não praticar exercícios físicos terei sérios problemas futuramente. Hoje tenho mais consciência do meu corpo. Melhorou meu condicionamento físico e mental, aliviou minhas dores e está corrigindo minha postura.

Vale ressaltar que o Pilates é recomendado para homens, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, grávidas, crianças, pessoas no tratamento de AVC, hipertensos, doença de Parkinson… e por aí vai.

Imagem: Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Enfim, amo e recomendo que façam Pilates, porque além de todos os benefícios  alivia o stress e nos deixa mais felizes. Realmente ele tem feito uma diferença na minha vida.

Sumie, Erik Galiêta e Vera (Arquivo Pessoal)

Deixo aqui o contato do professor Erik Galieta: (19) 991478173. Para o pessoal que mora em Campinas ele pode indicar um bom estúdio.

Gostou do texto? Se você já estiver fazendo Pilates deixe aqui nos comentários sua experiência. E para aqueles que ainda não estão fazendo, conte-nos qual é o seu obstáculo.

*Administradora do Blog Deficiente Ciente

Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

Um comentário sobre “Pilates realmente faz a diferença para uma PcD? Veja o meu relato

  • Roseli Ferreira dos Santos

    Boa tarde, gostaria de saber se me enquadro em algum tipo de deficiência, tive um acidente a 6 anos atrás e fiquei com uma sequela, não consigo agaichar, desde quando quebrei o tornozelo e não consigo correr. Infelizmente mesmo com as fisioterapias e hidroterapia na época não consegui resolver o problema e isso me limita a ter um trabalho registrado, pq se me esforço muito hj, no outro dia fico com o tornozelo meio travado e dói. Estou fazendo Pilates

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