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Campus Florianópolis realiza ações para atender pessoas com deficiência

Sexta-feira, dia 5 de novembro, 17h30. Chove forte na capital catarinense, inclusive no Campus Florianópolis. O aluno Fábio Sanches Ramos, da última fase do curso técnico em Informática, despede-se de seus amigos, segue em direção ao estacionamento e embarca no carro sem pressa e sem se molhar. A cena não chamaria atenção na maioria dos casos, mas Fábio é cadeirante há 10 anos e há um mês pode contar com vagas de estacionamento cobertas que dão mais conforto e condições de acesso a alunos e servidores com deficiência física.
As cinco vagas de estacionamento para deficientes físicos foram inauguradas em outubro e representam uma melhoria significativa na vida de pessoas como Fábio. “Agora, quando chove, eu não chego mais molhado na sala de aula. E é bom também quando faz calor, pois a cobertura protege do sol forte enquanto entro ou saio do carro”, conta o aluno do Campus Florianópolis.
A criação das novas vagas de estacionamento faz parte do conjunto de ações promovidas pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napnee) do campus. De acordo com a coordenadora do Napnee, Eldia Mesquita Gomes, o Campus Florianópolis possui, além de Fábio, outro aluno e dois professores que podem utilizar as vagas cobertas.

Mas não é somente para resolver problemas ligados à dificuldade de locomoção que atua o Napnee. “Nossa preocupação é com a acessibilidade em todos os sentidos”, diz Eldia, lembrando que o campus possui também uma aluna cega e um servidor surdo.

Entre as ações já realizadas no campus estão a instalação de um telefone para surdos – que hoje funciona junto à central telefônica e que será transferido para o hall do campus, permitindo que pessoas da comunidade também o utilizem –, um elevador de acesso à biblioteca e diversas rampas de acesso na escola. “É por meio de medidas como esta que podemos mostrar o respeito às diferenças entre as pessoas”, afirma a coordenadora do Napnee.

Mas nem tudo está resolvido no campus. Para Fábio, que tem aulas no andar térreo da escola, a rampa que leva ao nível superior é uma das barreiras ainda existentes e que precisa ser revista. “Eu até consigo subir, mas é difícil e tem outros cadeirantes que não conseguiriam. E pra descer também é perigoso, pois às vezes pega velocidade demais”, explica. “Um elevador que levasse ao andar de cima seria uma alternativa”.

Entre os projetos estudados hoje pelo Napnee está a melhoria da sinalização visual no campus e a disponibilização de um computador para surdos no qual será instalado um software ledor. “Vamos ter uma sala no hall de entrada do campus e deixaremos à disposição um computador em que a pessoa com deficiência visual poderá ‘ouvir’ o que está aparecendo na tela por meio desse software”, conta Eldia.

Fonte: http://linkdigital.ifsc.edu.br/

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Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

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