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Campanha para os Jogos Paralímpicos com Cleo Pires causa polêmica

Créditos: Divulgação Campanha é protagonizada por Paulo Vilhena e Cleo PiresOs Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro chegaram ao fim, mas a cidade ainda segue com competições a partir do dia 7 de setembro, quando começa as Paralimpíadas.

Boa parte dos ingressos, no entanto, estão parados nas bilheterias. Por conta disso, a revista Vogue Brasil decidiu fazer uma campanha para incentivar as pessoas a participarem da festa e publicou em seu Instagram a foto abaixo. Com a hashtag #SomosTodosParalímpicos, os atores Cleo Pires e Paulo Vilhena aparecem, respectivamente, sem um dos braços e sem uma das pernas. Os atores ainda foram nomeados “embaixadores da competição”.

Criado pela agência África, o anúncio traz Cleo na pele de Bruna Alexandre, atleta do tênis de mesa, e Vilhena com o corpo de Renato Leite, da categoria vôlei sentado. A publicação não agradou os seguidores da revista – e com razão. Afinal, já que a ideia é dar visibilidade aos atletas paralímpicos, por que não chamá-los para protagonizar a campanha?

Veja o que estão comentando no Instagram e no Facebook:

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E você, o que acha dessa campanha?

Fonte: Catraca Livre

Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

Um comentário sobre “Campanha para os Jogos Paralímpicos com Cleo Pires causa polêmica

  • Parece que o beautiful people de plantão não consegue entender que discursos ensaiados sobre uma falsa igualdade e a tal da “inclusão” não tem tanta eficácia, ou não quer deixar o orgulho de lado e tenta ganhar no grito. Considerando que o Paulo Vilhena e a Cléo Pires são tidos como referenciais de uma beleza comercial, a idéia dessa campanha me parece válida pelo choque que proporciona ao retratá-los num desvio desse padrão. Ao menos o uso de figuras públicas mais conhecidas acaba por instigar um leigo à reflexão. Aí sim, num próximo passo, quando a deficiência passasse a ser vista com mais naturalidade pelo povão, uma campanha dessas se tornaria redundante e desnecessária. Eu digo por experiência própria, afinal eu mesmo levei algum tempo para assimilar a idéia de que umas sequelas de acidente de moto que o meu pai tem nas canelas constituem uma deficiência.

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