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Cadeira para tetraplégicos é desenvolvida na UEL

Depois de testar cadeiras, paratletas vão responder a um questionário. Foto: Gilberto Abelha / Jornal de Londrina.
Depois de testar cadeiras, paratletas vão responder a um questionário. Foto: Gilberto Abelha / Jornal de Londrina.

Pesquisadores do Departamento de Engenheira Elétrica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) testaram ontem um sistema de controle de cadeira de rodas por sucção e sopro. Eles trabalham há 13 anos nessa pesquisa, com o objetivo de oferecer ao mercado nacional, a baixo custo, um aparelho que garanta alguma autonomia às pessoas sem os movimentos dos braços e das pernas. Ainda não há previsão, segundo o idealizador das pesquisas, o engenheiro eletricista docente da UEL Walter Germanovix, para que o produto seja comercializado.

Paratletas da equipe de basquete de cadeira de rodas que treina na UEL fizeram os testes ontem e, segundo Germanovix, vão responder a um questionário com as próprias impressões para possíveis ajustes. O pesquisador afirma que ainda é preciso inserir um censor de proximidade, que funcionará como um sistema de segurança para quando a pessoa não conseguir dar um segundo comando, e desenvolver a parte ergométrica da cadeira para atender às pessoas com tetraplegia. Estas etapas, segundo ele, não têm prazo para serem finalizadas e dependem de recursos financeiros.

A coordenadora do projeto, a professora Silvia Galvão Cervantes, afirma que, atualmente, as cadeiras disponíveis no mercado com o sistema de sucção e sopro, são importadas e custam até R$ 70 mil. O principal objetivo da pesquisa é garantir um sistema de baixo custo. Na fase atual, a cadeira desenvolvida pelos pesquisadores custaria entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.

Outro estudioso do grupo, o também docente Ruberlei Gaíno, afirma que o sistema de controle por sucção e sopro foi adaptado a uma cadeira de rodas convencional, por isso o custo baixo. A meta, porém, é que a cadeira também seja produzida pela equipe, o que baixará ainda mais o custo, chegando a R$ 1 mil. De acordo com Silvia Cervantes, há duas cânulas que são sopradas e succionadas movimentado a cadeira para frente, para trás e para os lados.

Fonte: Erika Pelegrino, Jornal de Londrina

Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

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