Educação Inclusiva

"A maioria das escolas não está pronta para inclusão"

Por Luisa Bustamante

Professora da Uerj e especialista em Educação Especial e Inclusiva, Rosana Glat diz que a maioria das escolas não está preparada para receber crianças com deficiência.Para ela, a inclusão dessas crianças na rede regular de ensino é fundamental para construir uma sociedade mais tolerante em relação às diferenças.

Como deve ser feita essa inclusão?

— Uma das formas é o que chamamos de Atendimento Educacional Especializado. A criança assiste às aulas com os demais alunos e, no contraturno, tem o acompanhamento de um professor, uma espécie de reforço. A outra maneira é através do mediador de aprendizagem, um professor que fica com a criança durante as aulas.

Isso não gera um certo isolamento?

— Não deveria, mas acontece. Quem teria que oferecer esse profissional é a escola. Mas, com frequência, vemos mediadores contratados pelos pais, sem capacitação ideal e nenhum entrosamento com a equipe da instituição. O resultado é que ele acaba assumindo toda a responsabilidade pela educação daquela criança. Quando não pode estar presente, o aluno não vai à aula.

As as escolas não estão preparadas para a inclusão?

— A maioria não está. Há instituições que só implementam qualquer mudança, rampas ou banheiros adaptados, depois que um aluno com deficiência é matriculado. É complexo, é como tentar reformar um avião em pleno voo. O ensino não pode parar.

Fonte: Jornal O Dia /

Vera Garcia

Paulista, pedagoga e blogueira. Amputada do membro superior direito devido a um acidente na infância.

Um comentário sobre “"A maioria das escolas não está pronta para inclusão"

  • olá, sou fã deste bolg, uma vez que o mesmo defende uma bandeira na qual eu acredito. INCLUSÃO. A matéria que acabei de ler é a mais pura verdade. Sou Pedagoga, Psicopedagoga Institucional e Especialista em Educação Especial pela FINOM. Mas não acho que a preparação das escolas está ligada apenas a formação acadêmica, trabalho com pessoas com necessidades educacionais especiais já algum tempo ( 15 anos) e maior de todas as barreiras é a da discrença aliada ao preconceito. Já vi pessoas repudiarem crianças, de todas as idades, adultos de todas as classes sociais por pura falta de sensibilidade e respeito a pessoa humana. Hoje tenho duas princesas muito especiais para mim ( Emylle e Mycaelle) ambas com hidrocefalia, faço adaptação curricular e AEE com elas e a cada dia me apaixono mais pela causa da inclusão. Um abraço

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