Número de pessoas com deficiência quase dobra e atinge 23% no Amazonas

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Levantamento mostra que a maioria dos portadores apresentou deficiência visual, seguida de motora e auditiva.(d24am.com/ Foto: Eraldo Lopes

Levantamento mostra que a maioria dos portadores apresentou deficiência visual, seguida de motora e auditiva.(d24am.com/ Foto: Eraldo Lopes

Dados do Censo 2010 do IBGE mostram evolução do universo dos deficientes em 10 anos: 651.262 são deficientes visuais, 209.932 motores e 154.190 auditivos

Nos últimos dez anos, o número de pessoas com deficiência no Amazonas cresceu 96,8% e, atualmente, atinge 23,2% da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2010, o Estado já contava com 790.647 portadores de necessidades especiais* contra 401.649, em 2000.

Conforme o Censo 2010, dos deficientes identificados, no Amazonas, 651.262 são visuais, 209.932 motores, 154.190 audivos e sofrem de deficiência 38.671 mental/ intelectual. Levando em consideração o tipo de deficiência alegada, a visual (118%) – com 298,6 casos em 2000 – foi a que mais cresceu, no Estado, na última década, seguida pela motora (93%) e auditiva (91%), com 108,6 e 80,5 casos em 2000, respectivamente.

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Com 22,6% dos seus 3.483.985 habitantes com algum tipo de deficiência, o Amazonas ocupa o 16º lugar no ranking nacional, estando abaixo de Estados da Região Norte como Amapá (12º) e Pará (13º), com 23,7% e 23,6%, respectivamente.

Apesar deste quadro, a dona de casa, Valcilene Brito, mãe de um portador de necessidades especiais de 9 anos de idade, afirma que as políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência estão longe de acompanhar o crescimento.

“Há três anos luto com meu filho e só o que vejo é dificuldade em termos de acesso a serviços básicos. Passei um ano e dois meses esperando uma vaga para ele fazer fisioterapia com cavalo”, informou. Segundo ela, cerca de 420 pessoas deficientes esperam uma vaga para ter acesso ao tratamento. Atropelado na BR-174, em 2009, por um ônibus, o filho da dona de casa tem dificuldade para falar, ver e se movimentar.

Rio Grande do Norte (27,8%) e Roraima (21,2%) são os que apresentam o maior e o menor índice de deficientes, respectivamente, no Brasil.

No ranking entre os municípios amazonenses, Manaus é a quinta colocada com 461.414 (25,6%) pessoas com algum tipo de deficiência, estando atrás de Silves (26,8%), Tapauá (25,9%), Lábrea (25,8%) e Itapiranga (25,7%).

Nos últimos dez anos o índice de deficientes, na capital, cresceu 173%, com 168,5 mil deficientes em 2000.

O Censo 2010 revela ainda que, Manaus é o terceiro município com a maior taxa de deficientes visuais, 21,4% (386.603), perdendo apenas para Itapiranga (21,7%) e Silves (21,5%).

No que se refere aos demais tipos de deficiência, a capital amazonense é a sétima colocada com o maior número de deficientes auditivos do Estado, 87.429 (4,8%) e a 29ª em deficiência motora, 107.945 (5,9%).

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) informou que 150 famílias já foram assistidas, no Estado, pelo programa Viver Melhor Habitação e que mais 350 devem ser assistidas nos próximos dez dias.

Ainda de acordo com a Seped, serviços de fisioterapia e atendimento médico aos deficientes físicos estão sendo oferecidos na Policlínica Antônio Aleixo, localizada na Praça Tancredo Neves, na Colônia Antônio Aleixo, zona leste.

Serviço

Para tirar dúvidas e se cadastrar nos programas da Seped, os interessados podem ligar para o telefone 3878-0584.

Desde 2000 os portadores de deficiência e mobilidade reduzida têm o direito à acessibilidade garantido pela Lei 10.098.

*De acordo com a Convenção da ONU e da Legislação brasileira, a terminologia correta é “pessoa com deficiência” (Nota do blog).

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