Deficiência física não é obstáculo para gravidez, lembra Ministério da Saúde

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Mulher cadeirante grávida (Imagem: Baby Zone)

(Imagem: Baby Zone)

O Ministério da Saúde lembra que apesar dos mitos e preconceitos sobre o assunto, mulheres com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual também podem engravidar.

“É impressionante o espanto da sociedade em geral sobre o fato de que mulheres com deficiência, inclusive física, podem engravidar e ser mães. Isso pode nos fazer refletir o quanto a marca da deficiência se sobrepõe à pessoa humana. Portanto, vale dizer: mulheres com deficiência podem engravidar”, a declaração da coordenadora da área da saúde da pessoa com deficiência, do Ministério da Saúde, Vera Mendes, serve como alento para muitas mulheres que desejam ser mãe. “Não importa o tipo de deficiência, seja física, visual, auditiva ou intelectual, elas continuam sendo mulheres e, se assim desejarem, podem viver a experiência da maternidade”, enfatiza Mendes.

Como toda mulher, os cuidados devem começar logo após a notícia da gravidez, durante o pré-natal. É nessa fase que o médico definirá os procedimentos mais adequados a cada caso, respeitando as peculiaridades de cada paciente.

O Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para acompanhar todo o processo de gestação dessas mães. Do acolhimento e orientação ao casal até o momento do parto. Durante a gestação também são realizados exames de avaliação do desenvolvimento do feto e da saúde materna. O acompanhamento do bebê e da mãe não termina no nascimento. Ele segue durante os primeiros meses de vida da criança, incluindo o acompanhamento à saúde da mãe.

Gravidez em mulheres com lesão medular
Tetramães

Este acompanhamento está disponível desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de todo o País, aos ambulatórios especializados nas unidades hospitalares.

O procedimento durante a gestação de uma grávida com deficiência segue o mesmo fluxo de qualquer gestação, sendo eles: pré-natal de risco habitual ou de alto risco. Em cada um dos casos, o médico que acompanha a gestação é quem define os procedimentos a serem seguidos. As orientações são particulares a cada gestação independente da deficiência, que neste caso, é considerado apenas como uma condição a mais a ser observada, mas que não significa obrigatoriamente gravidez de risco.

No caso de mulheres com deficiência de ordem genética, é recomendável a realização de exames complementares. Já para mulheres que fazem uso de cadeiras de rodas a orientação é que durante a gravidez esta possa ser acompanhada por outros profissionais como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que a auxiliem na realização de exercícios terapêuticos e reordenação de suas atividades cotidianas, visando atenuar, por exemplo, problemas circulatórios.

A realização do parto cesariana só é recomendado quando representar maior proteção à saúde da mãe e do bebê. “Isso significa que o mito de que a mulher com deficiência tem que ter cesárea não é correto. Devem ser feitos apenas se recomendado pelo médico que realiza o acompanhamento de sua gestação”, destaca Vera Mendes.

Criada ano passado, em parceria com outros 15 ministérios, o Viver Sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai investir nos próximos três anos R$ 7,6 bilhões.

O Plano tem o objetivo de promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade.

Fonte:http://www.brasil.gov.br/

4 Comentários

  1. Andréia Regina Frezarini disse:

    Sou paraplégica, lesão medular há 13 anos, casada com Flávio, também paraplégico há 11 anos, lesão medular e há 2 meses descobrimos que eu estou grávida, estou fazendo o pré-natal na USB próximo a minha casa, mas tenho medo, pois acho que lesão medular e gravidez tem muita diferença de uma gravidez com uma mulher que não tenha a lesão, estou muito preocupada, dia 02 de maio fiz os exames de sangue, fezes, urina, tomei a primeira dose das vacinas, o resultado dos exames só ficam prontos com mais de 30 dias, o primeiro ultrassom só daqui 2 meses, eu e meu marido vamos pagar o ultrassom e se eu soubesse que os exames demoravam tanto assim, a gente tinha feito em laboratório particular, não por que temos condições, mas sim por ser gestante lesão medular …tenho muito receio que meu bebê precise de equipe que saiba o que é lesão medular.

  2. Andréa disse:

    oi Vera
    vi seu artigo. Eu tenho escoliose congênita crônica, tenho 35 anos, vou me casar e quero muito ser mãe. Até hj nunca achei nenhum médico q me orientasse a respeito da gravidez. Se posso, quais os riscos. Se puder me dar alguma orientação eu agradeço muito.
    abços
    Andréa

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