15 gagos famosos

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Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Gagueira é uma perturbação da fala, de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou paradas involuntárias, ou seja, por interrupção da fala por inseguranças, excitações e bloqueios em todas as situações de comunicação, inclusive na leitura. Gaguejar diante do chefe, ao apresentar uma desculpa pelo atraso é muito diferente de fazê-lo na rotina do dia-a-dia, ler um texto em voz alta ou pedir pão na padaria.

Causas

A gagueira é um distúrbio multifatorial. Pode ter origem genética, orgânica, psicológica e/ou social.

Sintomas

* Repetição ou prolongamento de sons e sílabas;

* Bloqueio de sons;

* Uso de interjeições para fazer a conexão entre as palavras;

* Simplificação de frases;

* Movimentos corporais para ajudar a liberar os sons ou silabas bloqueados.

Tratamento

Os tratamentos fonoaudiológicos procuram enfocar a aprendizagem motora de técnicas a serem usadas durante a fala; os tratamentos psicológicos tendem a enfocar os aspectos emocionais que interferem na fala da pessoa que gagueja. Eles são considerados tratamentos complementares e sua eficácia depende da base teórica que os fundamenta, do profissional que os aplica e também da pessoa que gagueja.

Recomendações

* Não se acanhe nem deixe de expressar o que pensa ou o que sente se você gagueja;

* Procure valer-se dos artifícios que ajudam a diminuir os sintomas da gagueira.

* Use interjeições, substitua as palavras que de antemão sabe que tem dificuldade para pronunciar por outra equivalente, construa frases menos elaboradas;

* Leve a sério o tratamento. Não deixe de comparecer às sessões de fonoaudiologia nem às que visam ao atendimento psicológico.

Veja a entrevista de Drauzio Varela com a fonoaudióloga Drª Fernanda Papaterra Limongi*.

Drauzio – Sempre houve gagos na história da humanidade?

Fernanda Papaterra Limongi – Sempre. Segundo a Bíblia, Moisés era gago. Há um trecho em que ele diz – “Minha língua tarda”. Demóstenes, orador grego, mestre da eloqüência, punha pedrinhas na boca e discursava à beira-mar para superar o problema e fazer a voz sobressair apesar do barulho das ondas.

Apesar de casos de gagueira fazerem parte da história da humanidade, o problema varia em função da cultura do povo e da importância que dá à comunicação. Numa comunidade de pigmeus, onde a comunicação oral é menos importante, praticamente não existe gagueira. No mundo ocidental, onde é muito valorizada, ela é mais prevalente.

Vale observar que a gagueira está ligada à auto-estima e à aceitação do grupo. Marilyn Monroe era gaga, mas não gaguejava quando estava representando. Era fluente nos momentos que assumia a personalidade que não era a dela.

Há pessoas que gaguejam lendo, há as que gaguejam só diante de estranhos e as que gaguejam diante de conhecidos. Quando fazia estágio nos Estados Unidos, conheci um gago que trabalhava como Papai Noel e era perfeitamente fluente quando vestia as roupas de trabalho.

Drauzio – Dizem que Nélson Gonçalves, um grande cantor brasileiro, era gago. Por que as pessoas não gaguejam quando cantam?

Fernanda Papaterra Limongi – Por alguns motivos. Primeiro, por causa do ritmo. Qualquer pessoa que acompanhe um ritmo, mesmo o gago mais gago, fala com fluência. Basta bater cadenciado numa mesa, seguir o compasso do metrônomo ou falar destacando as sílabas des-te mo-do as-sim.
Tem gente que “trata” (veja que está entre aspas) gagueira colocando um metrônomo ou pedindo para a pessoa falar num determinado ritmo. Nessas condições, ela não gagueja porque tal mecanismo funciona como distração e como marcador. Saindo dali, o problema reaparece.
Pesquisas norte-americanas mostraram que a gagueira desaparecia nos soldados que foram para a guerra do Vietnã, que funcionava como mecanismo de distração. Eles estavam muito mais preocupados com a sobrevivência do que com a comunicação oral.

*Fonoaudióloga, formada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e com pós-graduação na University of North Dakota, EUA.

A estimativa aponta que 1% da população gagueja, pelo que no Brasil teríamos quase dois milhões de pessoas que têm este transtorno. Mas existem e existiram pessoas  que conseguiram fazer deste defeito seu maior impulsor para se superar:

Bruce Willis

Bruce Willis

Depois de que os pais de Bruce se separaram em 1972, seus problemas de fluidez da fala começaram a ser mais notórios principalmente na sala de aula. Seus colegas caçoavam dele com apelidos fazendo referência a seu transtorno. Mas Willis descobriu que quando estava em cima de um palco representando em peças de teatro escolares, sua gagueira desaparecia. Desde então começou a atuar e se converteu no Presidente do Conselho Estudantil.

 

Samuel L. Jackson

Samuel L. Jackson

Jackson sofria de gagueira  e foi aconselhado por uma fonoaudióloga para um tratamento. Após a superação do problema iniciou a carreira de ator.

 

Winston Churchill

Winston Churchill

Uma de suas características era a gagueira. Ele mesmo se descrevia como uma pessoa com um impedimento na fala, mas trabalhou constantemente para superá-lo e transformou-se em um dos oradores mais importantes de todos os tempos, com discursos que serviram de inspiração aos britânicos em tempo de guerra.

 

Nicole Kidman

Nicole Kidman

“Eu tive gagueira quando criança … Só me lembro de todo mundo sempre me dizendo:” Calma, pense no que você vai dizer”, e então eu cresci com isso. Não conseguia parar de gaguejar”, afirmou Kidman.

 

Murilo Benício

Murilo Benício

Murilo Benício fala com naturalidade sobre o problema que o acompanhou até os 21: a gagueira. O ator conta que no início da carreira fez todos os tipos de tratamento, até regressão, para curar sua gagueira (apesar de já ter feito um personagem gago). Ele também lembra a época em que viveu nos Estados Unidos, onde teve de aprender a se virar sozinho.

 

Nelson Gonçalves

Nelson Gonçalves

Um dos maiores intérpretes da música brasileira de sempre tentou de tudo na sua juventude: foi jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor, tamanqueiro e lutador de boxe (foi campeão paulista na categoria peso-médio aos dezesseis anos), sempre acompanhado de seu apelido de “Metralha”, por causa da gagueira. Decidiu então ser cantor e se converteu em um dos maiores sucessos da música brasileira, ganhou um prêmio Nipper da RCA, sendo somente Elvis Presley o outro agraciado. Durante sua carreira vendeu cerca de 78 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina.

 

Julia Roberts

Atriz Julia Roberts

Julia Roberts admitiu  o fato de que ela gaguejou muito quando era jovem, mas nunca entrou em detalhes. Hoje ela é uma grande atriz.

 

Anthony Quinn

Anthony Quinn

 

Marcos Frota

Marcos Frota

O ator mineiro Marcos Frota conta que foi gago até os 25 anos. “Na adolescência tinha muitas inseguranças, principalmente por causa da minha baixa estatura. Eu também era muito ansioso e isso só piorava a gagueira”, explica ele. Frota passou por um tratamento que durou cerca de 9 meses, com a fonoaudióloga Gloria Butmuller – especialista conhecida pelo trabalho com atores e jornalistas da TV Globo. “Foram essas sessões que me curaram. Antes era um martírio dar uma entrevista ou falar em público”.

 

 Malvino Salvador

Malvino Salvador

Sobre sua gagueira, o ator Malvino Salvador diz que agora ela só aparece quando ele fica nervoso. “Nunca me atrapalhou, eu tirava um sarro. Passou justamente na fase que comecei a ganhar autoconfiança. Hoje só gaguejo se fico muito nervoso.”

 

Isaac Newton

Isaac Newton

 

Anthony Hopkins

Anthony Hopkins

Era muito solitário. Não por decisão própria, simplesmente não sabia o que dizer às pessoas. Era tímido. Costumava balbuciar e babar quando tentava falar. Hopkins, ademais, tinha dislexia e era totalmente improdutivo na escola. Quando tinha 15 anos, um professor sabendo do seu problema, convidou a participar do grupo de teatro da esola. Hoje é reconhecido mundialmente como um dos maiores atores da atualidade e por seu lendário papel do “Doutor Hannibal Lecter”, ganhou um Oscar em 1992.

 

Rowan Atkinson

Rowan Atkinson

Fontes: http://drauzio.mediaibox.com.br/http://www.mdig.com.br/

Veja:

3 Comentários

  1. Ricardo disse:

    Sofro de gagueira desde uns 12 anos… hoje tenho 30. Posso dizer que é um verdadeiro tormento… impede-me de me expressar com mais naturalidade… a minha gagueira é mais emocional, mas em casos “bestas” ela aprece, como ao falar ao telefone. Estou em tratamento fonoaudiológico com a Sandra Merlo, aqui em São Paulo, e espero de verdade resolver, ou pelo menos, amenizar ao máximo esse problema.

  2. Renato disse:

    Engraçado esse pessoal dizer que ”era” gago. Marcos frota veio aqui na minha cidade e deu uam entrevista na rádio gaguejando pacas. Eu digo que sou gago e assumo. Mas entendo a pressão da tv. Claro, alguns conseguiram encontar meios de controlar perfeitamente a gagueira realmente.

  3. Julio Cesar da Silva disse:

    Tenho 41 anos e sofro de gagueira desde a infância. Porém, realizei vários cursos de oratória (em São Paulo tem alguns gratuitos no Parque da Água Branca) e aos poucos o problema foi diminuindo. Ainda tenho o problema, mas, muito menos hoje em dia. Tanto que participo de reuniões no trabalho, já ministrei treinamentos, etc.

    Acredito que junto com o tratamento específico de fonoaudiologia está também pode ser uma saída para ajudar a superar o problema.

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