Gol Linhas Aéreas dificulta embarque de criança de colo com paralisia cerebral

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Gol Linhas AéreasPRECONCEITO!

A Gol Linhas Aéreas está dificultando o embarque de uma criança de sete meses de idade com paralisia cerebral em um de seus voos. A denuncia foi feita por Elisa França, mãe da bebê. Pessoas com necessidades especiais* precisam de autorização da companhia para viajar. Porém, mesmo preenchendo o formulário e enviando a documentação necessária, Elisa relata que não consegue a autorização para sua filha.

“Eu ligo pra eles [funcionários da empresa aérea], que dizem que vão retornar. Mas eles ou só retornam muito depois ou ignoram tudo o que eu estou falando e retornam a mesma resposta que já deram anteriormente”.

O caso iniciou no mês de setembro. Cinco dias antes da viagem, Elisa foi informada pela Gol de que não poderia utilizar no voo o aparelho elétrico de sucção, ligado à traqueostomia que garante a respiração da bebê. E que ela teria que adquirir um aparelho manual.

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Após a compra do equipamento manual – sem bateria ou componentes metálicos – e envio dos dados no novo aparelho, a empresa informou um dia antes do voo que elas não poderiam embarcar, por se tratar de um equipamento elétrico. A conclusão errônea fez com que elas perdessem o voo, de Uberlândia a Belo Horizonte (MG), no dia 15 de outubro, como conta Elisa.

“Eles estão barrando de tudo que é jeito meu embarque. Eu estou me sentindo, sem atenção nenhuma. Parece que estão brincando comigo, porque eu converso, eu explico a situação, eles falam que vão resolver e me dão a resposta que estão me dando desde o início”.

A viagem foi remarcada para o próximo dia 20, mas a companhia insiste (em contato no dia 17) que o equipamento é elétrico e não concede a autorização. Elisa informou que buscará auxílio na ouvidoria da empresa e cogita acionar a Justiça para resolver a questão.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/ (18/10/11)

*A terminologia correta, segundo a Convenção da ONU e a Legislação Nacional do Brasil é pessoas com deficiência (Nota do Blog).

7 Comentários

  1. Carlos Eduardo disse:

    Esse é um post que também precisa do barulho dos elefantes. Que absurdo essa situação.

  2. Marcio disse:

    Que Marie venha nesse post ajudar a debater o assunto. Vera, avisa a mesma da existência desse assunto. As companhias aéreas precisam receber multas para começar cumprir os direitos dos consumidores com deficiência.

  3. tiago disse:

    Olha isto é um assunto muito complexo, no qual temos que olhar os dois lados o lado da família e o lado da companhia aérea, sei que é doloroso para a família e ao mesmo tempo constrangedor, mas temos também que ver o lado da empresa, que cumpre regras e essas regras não sõs criadas pela própria empresa e sim pela IATA, ANAC entre outros.
    Acho meio sensacionalista o que este site faz, não foi a primeira empresa a fazer isse e nem será a útima, eu moro em Uberlândia e acompanhei nos teles jornais este fato, muito me espanta o site dizer que a mãe da criança vai levar a empresa na justiça, pois se no dia do embarque a mãe da criança estava agradecendo todo apoio que a compnhia aérea estava dando a criança! Então antes de escrever temos que procurar os fatos!

    • Vera Garcia disse:

      Boa Tarde, Tiago!
      As informações são do jornal Correio do Brasil. Você tem o link dessas informações que você nos relatou?

    • Flavio disse:

      Essa gol merece e isso mesmo…”..quebrar de vez.

    • Fabiane disse:

      Olha,Tiago ,Sinto muito ,mas é obrigação de qualquer empresa oferecer acessibilidade a um portador de necessidades especiais, isso é discriminação. Não é possível que em pleno século XXI ainda temos que brigar por causa do preconceito. Não é sensacionalismo, se ela estava agradecendo porque a empresa deve ter caído em si em oferecer o devido apoio e não fez mais que obrigação.

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