Unidade móvel Lucy Montoro passa por várias cidades fazendo próteses a pacientes

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Unidade Móvel Lucy MontoroA carreta atende cerca de 80 pacientes por dia pela cidade por onde passa. A unidade já rodou 40 quilômetros e atendeu mais de 15 mil pessoas.

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro tem uma unidade móvel que percorre o interior de São Paulo e presta atendimento aos deficientes físicos.

A unidade móvel foi ao Vale do Ribeira, que fica a cerca de 200 quilômetros de São Paulo. Toda vez que se desloca, a carreta fica pelo menos uma semana estacionada na cidade e atende uma média de 80 pacientes por dia.

“São seis ambientes. Tem uma sala de espera, dois consultórios, uma sala para prova dos técnicos e dois espaços da parte da oficina, com todo o maquinário para fazer os ajustes”, explica a médica Mariane Kateishi.

O comerciante Pedro Nunes perdeu o braço num acidente de carro. Ele ganhou uma prótese nova.

“Se não fosse esse trabalho, ele teria que procurar o particular ou entraria na fila. Mas aqui tem um trabalho bem rápido. Se for comprar no particular, uma prótese desta deve custar cerca de cinco mil reais”, calcula o técnico Roberto Carlos Ferreira.

Criada em 2009, a unidade móvel já rodou 40 mil quilômetros e atendeu mais de 15 mil pessoas. “A gente recebe uma lista dos municípios com os equipamentos solicitados, com o tempo de espera e com a estrutura da região. A maioria não tem mesmo”, esclarece Mariane.

Mais de 20 profissionais trabalham no projeto que tem até oficina.

“A gente consegue produzir qualquer equipamento de órtese e prótese. Isso possibilita um atendimento melhor. E qualquer ajuste também dá para ser feito dentro da estrutura, da unidade móvel. A gente está fazendo em 45 dias um processo que geralmente demora 120”, diz Pedro El Daher, chefe da oficina de órtese.

Os médicos também contam com a estrutura do hospital local.

“Há dois anos eu estava na fila esperando o sapato. Foi uma surpresa. Eu ganhei cadeira de rodas, ganhei cadeira de banho e o sapato eu já estou pegando”, diz a cozinheira Clotilde Santos.

O sapato que Clotilde vai ganhar custa uma média de R$ 700.

O aposentado Moacir Moreira está de cadeira nova. O produtor rural Evanaldo da Silva perdeu a mão na máquina de fazer ração. “Faz tempo que nós estamos correndo atrás. Tudo era difícil”, diz.

Foram quatro anos de espera. “Eu tinha vergonha. Eu trabalhava sem camisa e enrolava um pano. Agora, não vai precisar mais disso”, conclui.

2 Comentários

  1. Olá Vera, trabalho em uma grande Multinacional e postei uma homenagem a um amigo que tenho como collaborador. Caso possa, por favor, use em seu Blog (Que aliás é magnífico).

    Segue a homenagem:

    http://tomejeitonavida.blogspot.com/2011/06/superacao-exemplos-aqueles-que-enxergam.html#more

    • Vera Garcia disse:

      Olá Eduardo! Obrigada!
      Conheço esse homem incrível que você está falando… É o Salô, não é? Eu o conheci na feira Reatech do ano passado, realmente ele é uma pessoa fantástica!
      Republicarei ainda essa semana seu texto no blog. Parabéns!

      Abraços,

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