Afinal quem são os devotees?

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Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto o debate é necessário. É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.

Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente devotado a algo ou um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador. Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees. A partir dessa linha de pensamento concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

A meu ver devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência. Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.

Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões… Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados. Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante. Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo. Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso. Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?

Vera Garcia 23/02/11
Imagens: http://sexualidadespecial.blogspot.com/

72 Comentários

  1. Blog da Escola Virtual para Pais disse:

    Oi, Vera,
    Belo tema! Não conhecia o termo e aproveitamos para compartilhar o link desse post no Portal da Escola Virtual para Pais (www.escolavirtualparapais.com.br), ok?
    abs,
    Marcia Taborda

  2. Sergio disse:

    Esse é um blog que fala de todos os assuntos de forma informativa. Agora sei o motivo de ser fonte de pesquisa de algumas pessoas. Fico feliz de ver que existe primeiro a informação, contrario de algumas midias que julga o assunto e acabam contribuindo com o preconceito sobre o tema. Parabéns pelo post.

  3. Lu Jordão disse:

    Oi Vera! Belíssima matéria… Eu nunca tinha ouvido falar sobre o tema. Interessante demais! Seres humanos são complexos ao extremo… A matéria nos leva a reflexões profundas e principalmente no que diz respeito a auto valorização, avaliando as relações. Beijo!

  4. André Luís disse:

    Assunto espinhoso este, mas necessário. Esclarecer certas situações, colocar todas as verdades em evidencia, este tem sido a linha deste blog. Parabéns!
    Muitos dos meus amigos seguem este blog, mas creio que devo compartilha-lo com os demais. Abraços

  5. Flávinho Caldeira disse:

    Grande texto Vera, muito pertinente!
    É verdadeiramente, um assunto pouco abordado e frequentemente, visto na sua forma mais obscura e com uma carga de preconceito altíssima ligando, o próprio termo a algo pernicioso, impróprio e criminoso!!
    Realmente é um tema a ser visto com olhos de raio-X.
    Grande abraço Dna. Vera!

  6. Fábio Alves de Souza disse:

    que tema muito bom abordado no blog….

    posso adicionar esse conteudo no meu blog????

    adorei o assunto

  7. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Márcia,
    Obrigada por ajudar a compartilhar um assunto tão importante como esse.
    Agradeço mais uma vez a Escola Virtual Para Pais, que tem contribuido grandiosamente na inclusão de pessoas com deficiência.

    Abraços!

  8. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    @Sergio: Grata pelo comentário! Abraço!

    @Lu: Obrigada!! Realmente muitas pessoas nunca ouviram falar desse tema. Nossa grande fotógrafa Kica de Castro juntamente com a querida Márcia Gori colocaram esse assunto em evidência. Beijos!

    @ André: Agradeço seu comentário e a divulgação do blog! Abraço!

  9. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Vera, deixando de lado a tradução à letra, para mim devotee é aquele que somente se interessa pela deficiência. Está bem claro esse ponto, para mim.
    Até porque dou-te exemplos de contactos via mensagens pelo facebook:

    Conteúdo das mensagens são sempre parecidos. Qual teu tipo de deficiência? Mexes-te bem? Teus pés são deformados? Adoro pés deformados…tua coluna está torta? Tens a boca deformada? Etc, etc…
    E com grande insistência para lhes enviar fotos das partes do corpo deformadas, e para as adicionar mo msn, para ver só essas partes.

    Daí para mim devotees, serem esse tipo de pessoas.
    Fica bem e parabéns pelo tema.

  10. Augusto disse:

    O post esta bem escrito, a campanha da Kika de Castro ficou o máximo.
    São essas pequenas ações que podem acorda uma sociedade. Existem pessoas e pessoas e cada uma precisa ser julgada pelos seus atos e não por ações de terceiros.

  11. Márcia Gori disse:

    Queridos!!! Vamos conhecer e dar oportunidade para outros chegarem perto de nós, sem máscaras, preconceitos e medos… os Devotees são pessoas como todas as outras, merecedoras de repeito e a escolha cabe aos dois, devotees e pessoa com deficiência, se querem ou não se relacionarem…
    Temos o compromisso de trazer este tema a tona, à luz das discussões para que realmente aceitemos a diversidade humana nas suas variações…
    Bjksssss

  12. Kica de Castro disse:

    Vera,

    Esse post é a resposta exata para o anúncio da agência sobre o devoteísmo.
    Momento de debater a questão e que cada um faça a sua escolha com o devido respeito ao próximo.

  13. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    @Flávinho: Obrigada! Você disse as palavras exatas, Flávinho. Um grande abraço!

    @Fábio: Que bom que gostou! É claro que pode…

    @Eduardo: Respeito sua opinião. Abraços, meu amigo!

    @Augusto: Gostei muito do seu comentário!

  14. Sebastião disse:

    Devotee estam por toda a parte não só em salas de bate papo, msn, facebook… eles são seres humanos.
    Alguns tem essa de só querer ficar como o nosso colega Eduardo Jorge explicou acima, esses acabam com a classe do devotee. No mundo virtual e como o real, tenha limites e só permita ser conhecido aquilo que quer expor, saiba usar o não. Nem todos são assim, veja nas baladas, na sua rotina e não julgue casos isolados com um todo, isso é um pre- conceito que a pessoa com deficiência tem com os devotees. Por isso a sociedade ainda acha que o padrão de beleza é o que esta ditado nas midias. Vamos unir forças e acabar com rotulos.

    • tania santana disse:

      Adorei esse blog moro em Sergipe e me sinto sozinha mesmo com mãe viva com irmão e duas irmãs e filho e filha sinto que preciso de um bom amigo ou algo mais para ter boas conversas sadias e aproveitáveis. um forte abraço em todos e fiquem com a paz de deus em todos os corações. gente me perdoem a minha pouca leitura mas são palavras do funto do meu coração espero ansiosa por boas amizades. tenho 42 anos.

      • Vera Garcia disse:

        Seja bem-vinda, Tânia!

        Abraços!

        • marcio da silva disse:

          Olá vera gostei do tema palavras e carinho que é abordado. pois sou a 26 anos acidentado tetraplégico. em resumo casei muito depois de meu acidente com uma mulher especial ficamos casados durante 9 anos e como tudo tem começo também tem seu fim . mas nunca acaba a marca boa da vida que acredito ser eterna. sou locutor de rádio mestre de cerimônia e professor de artes na madeira pirografia. por fim gostaria de receber contatos de você e mais pessoas que curtem o desafio da vida e com alegria pois sem humor nao dá. a vida é uma caixinha de surpresas a cada dia teremos uma. beijão…

          • Vera Garcia disse:

            Obrigada, Marcio!
            É verdade… Precisamos encarar a vida de uma forma positiva.
            Desejo muitas felicidades!

        • TONY-MANEIRO disse:

          VERA FIQUEI SURPREENDIDO COM TAL ASSUNTO, TOTALMENTE DESCONHECIDO POR MIM. AMO LER E PESQUISAR COISAS NOVAS, SOU ESCRITOR E POETA MUITO ME INTERESSA O NOVO E O DESCONHECIDO, BELA MATÉRIA E MEUS PARABÉNS BJS SEMPRE MEUS.

  15. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Quero deixar bem claro que não tenciono julgar ninguém. Longe de mim essa ideia. Até porque não bloqueio ninguém que me contacta com este tipo de perguntas.

    1ª coisa que faço é explicar que sou um tetra completo, que tipo de limitações tenho (procedimento igual com outras pessoas), etc. Se a preocupação do outro lado continua a ser somente essa questão, peço que se explique, pergunto se é devotee…em geral disfarçam, não assumem e deixam de aparecer durante um tempo.

    Voltam com contactos e mesmas perguntas, explico que nada tenho contra, mas já que não se assumem, se apresentam que lhe desejo sorte e deixo de responder a novas investidas.

    Que todos possamos fazer nossas escolhas e tentarmos ser felizes, são também meus desejos.
    Fiquem bem

  16. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    @Márcia: Muito bem colocado.

    @Kica: Isso mesmo… Precisamos trocar idéias e entender um pouco mais sobre esse assunto tão polêmico.

    Beijos para as duas!

  17. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Eduardo,
    Conheço muito bem sua franqueza, honestidade e seu grande senso de justiça.
    É muito saudável conhecermos os vários pontos de vistas, experiências e idéias. Agradeço muito sua participação!

    Abraços!

  18. Sebastião disse:

    Prezado colega de debate Eduardo Jorge.

    No seu primeiro comentário, ficou bem claro o seu ponto de vista quando escreveu
    :
    "Vera, deixando de lado a tradução à letra, para mim devotee é aquele que somente se interessa pela deficiência. Está bem claro esse ponto, para mim.
    Até porque dou-te exemplos de contactos via mensagens pelo facebook:

    Conteúdo das mensagens são sempre parecidos. Qual teu tipo de deficiência? Mexes-te bem? Teus pés são deformados? Adoro pés deformados…tua coluna está torta? Tens a boca deformada? Etc, etc…
    E com grande insistência para lhes enviar fotos das partes do corpo deformadas, e para as adicionar mo msn, para ver só essas partes.

    Daí para mim devotees, serem esse tipo de pessoas."

    Seu julgamento e formação de opinião esta por alguns contatos que teve por meios virtuais. Julgou todos, mesmo os que não conhece, como eu. Sou devotte, gosto de mulheres e não entro em sala de bate papo justamente por esse pre-conceito existente. Que todos os devottes só querem isso.
    Respeito o seu ponto de vista. A sociedade precisa dar mais espaço para podemos assumir os nossos gosto sem pre-julgamento. Tenho uma filha de 6 anos, a mãe é uma pessoa com deficiência. Não deu certo o nosso relacionamento, hoje ela é casada pela segunda vez, acho que com outro devotee e eu busco um novo amor. E por causa de alguns sou obrigado e me esconder. Imagine eu estar na rua com a minha filha e uma pessoa me aponta como "tarado". Como vou explicar para uma criança de 6 anos sobre esse assunto? Ela não tem idade para saber sobre sexo. E ouvir o pai ser chamado de tarado na rua vai prejudicar o desenvolvimento dela. Ela tem uma mãe que é deficiente e desde pequena ela já uma devotte. Ama a mãe dela. O amor dela é amor de filha para mãe. Ela não se importa da mãe não ter uma perna. Cada caso precisa ser avaliado. Na internet, não apenas em sala de bate papo para pessoas com deficiência, mais em qualquer outra sala, tem pessoas más. Sejam o caso de pornografia infantil. Todos tem que tomar cuidado. Não só no virtual como no real também.
    Seu primeiro comentário ficou claro para mim que você julga devotte por essas suas experiências virtuais. Quais são as suas experiências reais?
    Peço desculpas a Vera por esse desabafo, tenho 40 anos, sou devotte acho que desde os meus 18 anos e esse é um momento de realmente poder falar tudo que ficou guardado até agora.
    Prezado colega Eduardo, quero apenas expor o meu ponto de vista como devotee sem criar brigas.

  19. Danilo Dev SP disse:

    O ser humano realmente é algo muito complicado para se entender. Nem Freud explica. Tenho 25 anos, sou atleta, formado em engenharia, tenho meu próprio escritório e mesmo assim sou rotulado como tarado, maníaco, doente, pervetido são inumeros adjetivos. Quando venho uma amputada pela primeira vez, o fisico e o que me chama atenção, depois que tenho o contato dou valor para inteligência, humor. Não tem como negar que o homem a primeira vista só chega na mulher se achar ela bonita. Só de olhar não dá para saber se a pessoa é inteligente ou reconhecer outros pontos.
    Um fato que acho muito curioso e quando a pessoa sofre um acidente e o parceiro (a) deixa a pessoa por não estar preparado psicologicamente para assumir a relação agora que a pessoa é deficiente, ai aparece um devotte e ele é psicologicamente pertubado por ter essa atração e querer ficar com essa pessoa. só lembrando quando se fica deficiente a inteligencia e sentimentos ficam os mesmo. A pessoa só muda o fisico.Como em muitos casamentos, a pessoa depois que casa deixa de se cuidar e começa a ganhar peso, nada contra as pessoas acima do peso. Só uma comparação para ver como o fisico muda. Alguém pode explicar isso?

  20. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Sebastião, então muito prazer em conhece-lo e parabéns pela sua coragem e frontalidade. Nada de pedir desculpas. Brigas? Nem pensar, Sebastião! Amo demais o ser humano.

    Já que estamos a debater este assunto com tanta abertura, gostaria de por-lhe algumas perguntas.

    1ª – O que é devotee para si? Pode ajudar-me a definir melhor este tema? Há vários tipos…gostos…?

    2ª – Apaixonam-se pela prótese…cadeira de rodas…pelo conjunto…ou pela pessoa?

    3ª – Se a pessoa tirar o equipamento de apoio, atracção mantêm-se?

    4ª – Diz acima: "não entro em sala de bate papo justamente por esse pre-conceito existente. Que todos os devottes só querem isso."

    Porque acha que eu e maioria temos esse pré-conceito? Culpa é de quem?

    Sinceramente tive péssimas experiências. Visto que é devotee, seria interessante saber de si, muito mais sobre este assunto. Será caso para dizer: eduque-nos Sebastião!

    Fiquem bem

  21. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Sebastião,
    O debate foi aberto justamente para sabermos o que a sociedade pensa a respeito dos devotees e também, para que os devotees tenham a oportunidade de dizer quem são. Gostei muito do seu depoimento e da sua sinceridade, assim como também gostei muito das indagações do Eduardo. Essa é uma boa oportunidade para que você e outros devotees possam esclarecer esse tema.

    Abraços,
    Vera

  22. Sebastião disse:

    Vera e Eduardo

    Estou nesse debate realmente para expor o meu ponto de vista como homem devotee.
    Gostei muito do que você Vera escreveu, falando dos dois lados da moeda e só defendi o meu ponto de vista em cima de um julgamento feito pelo Eduardo pelas experiências virtuais que ele teve.
    Eduardo não sei se posso educar a sociedade como estou fazendo com a minha filha. Vou responder todas as suas perguntas com o maior prazer. Não estou aqui para ter um pedido de desculpa da sua parte, existe um erro no seu primeiro comentário, em julgar suas experiências como um todo. Tenho certeza que como pessoa deficiente não tem contato com todos que os deficientes do mundo e por que você sabe das dificuldades que passa defende os mesmos. O seu erro foi julgar todos os devotees com "farinha do mesmo saco" só por conta dessas suas experiências. Tenho certeza que outras viram, se for virtual cuidado, muitos trocam de nick mais são a mesma pessoa. Procure ver as pessoas a sua volta. Devotee são seres humanos.
    O debate é bom, vou responder as suas perguntas. De acordo com as minhas experiências e sentimentos. Não leve isso como sendo verdade absoluta, da mesma forma que não quero ser julgado pelas suas experiências o que vou argumentar aqui são os meus sentimentos e realidade. A Vera deixou muito claro, assim como a fotógrafa que esta com essa campanha inovadora que esse assunto e pouco discutido. Vamos ver se com essas iniciativas o assunto ganha força em nossa sociedade. Estou lendo os comentários e o que o Daniel escreveu tem algumas respostas para vosso questionamento.

  23. Juliana disse:

    Existindo o respeito, apoio o devoteísmo.

  24. Sebastião disse:

    Devotee são seres humanos, homens e mulheres, não importa a idade, religião, crença religiosa, situação financeira … que gostam de cuidar ou se envolver afetivamente com pessoas que tenham algum tipo de deficiência. Cada um tem um gosto, uns gostam de ter relacionamentos com amputados, lesados medulares, seqüela de pólio, mielo … entre as demais patologias. Também existem os devotee que procuram apenas com objetivo sexual.
    Os devotee NÃO se apaixonam por objetos ortopédicos e sim por pessoas que tenham a deficiência. Admiram o físico e se envolvem com essa pessoa.
    A atração em um relacionamento envolve muitas coisas, a emoção, o papo, a química, o cheiro, o toque, o carinho, o querer, o permitir e acima de tudo o respeito.
    Em algumas meios virtuais as pessoas usam fotos falsas, apelidos, artifícios como a mentira e o anonimato para conquistar o objetivo. Muitos acham que a masturbação e uma forma de manter sexo com a pessoa. Isso , na minha opinião, tem que ser avaliado. Sexo é o contato, o ao vivo, o contato físico. O virtual pode proporcionar para alguns momentos de prazer solitários. Ressalto que essa é a minha opinião, sem julgar quem goste de manter o sexo virtual. Eu não vejo graça nessa prática. Gosto de sentir o toque da pele, o cheiro, olhar no olho, trocar caricias. Muitas pessoas acham que devotee entra em sites de relacionamento apenas como meio de caça. Nem todos usam o virtual para caçar, alguns usam para encontrar uma pessoa séria. Porém a sociedade critica esse meio de comunicação. Eu mesmo já entrei em algumas salas de bate papo, só para pessoas com deficiência, quando falo que sou devotee, as pessoas sem me conhecerem já me julgam, monstro, tarado, pervertido sexual , entre outros adjetivos que acabam com a imagem dos devotee sérios.
    Existe culpa dos dois lados, as pessoas que julgam sem conhecer um todo por ações e experiência péssimas. E dos devotee sérios de ficarem calados sobre essas ações. Eu mesmo estou calado, dei o meu nome, mais existem sei lá quantos “Sebastiões” da vida, com 40 anos, que são divorciados, que são devotee, que foi casado com uma amputada por 8 anos, que procura uma nova amputada para se relacionar que tem uma filha de 6 anos e ama sua mãe,. Minha filha cerca a mãe dela de todos os cuidados, levanta e pega a prótese para a mãe, se a mãe esta sem prótese anda do lado com medo da mãe cair e não quer que ela se machuque. Minha filha acha normal ter a mãe com deficiência. Ela é inocente e eu não me assumo ainda devido a maioria das pessoas que não me conhecem saírem julgado. Meus amigos e familiares sabem das minhas predileções. Por eles me conhecerem não sou apontado na rua. Acho que mudar uma sociedade é uma tarefa complicada, agora vejo possibilidades de mudança, com a campanha que esta na revista Reação e esse blog divulgou, porém, tenho certeza que as crianças precisam ter a oportunidade de ver essa realidade, como a minha filha. Tenho certeza que se ela encontrar na sua maturidade uma pessoa com deficiência para se relacionar ela não vai ser considerada uma “louca, ou tarada sexual” ela vai ser um ser humano que se apaixonou por outro ser humano. Se existe pessoas que tem pernas atrofiadas, ausência de membros, entre as demais características das outras patologias, por que só o amor fraternal é normal. A mãe que ama o seu filho deficiente essa não é apontada, ainda bem. Existem pessoas que querem ter o direito de amar essas diferenças da forma mais ampla do significado amor, relação sexual. Se são seres humanos, o sexo faz parte da vida. Não prego o sexo pelo sexo, sou uma pessoa séria, tanto é que tenho uma filha, gerada de um amor, de um relacionamento, que não deu certo por outros motivos do dia a dia, rotina, falta de dialogo… problemas de relação e não tem essa de ser apenas por ser ou não deficiente. Hoje procuro uma nova companheira, deficiente , para ter filhos e viver plenamente uma vida a dois.
    Espero que tenha respondido as suas perguntas, Eduardo e fico a disposição desse debate.

  25. Marcio disse:

    Esse assunto é polêmico devido a propria complexidade do ser humano.
    Danilo tocou num ponto bem interessante. Isso realmente quero que Freud volte para explicar. Nosso mundo é muito sexual, quando se fala de sexo da pessoa com deficiência até parece que estamos falando de pedofilia. Isso sim é perversão sexual, tarados, doentes. A criança nem tem noção do que seja o sexo e acaba sendo seduzida e abusada fisicamente, emocionalmente. Aqui cabe o tratamento psicologico, prisão perpétua, até mesmo pena de morte.
    Quando pais que deviam proteger os seus filhos simplesmente abusam. Vamos contenar esse ato. Vamos lá contenar os casos onde as pessoas usam drogas e deixam a outra pessoa inconsciente para cometer o abuso sexual. Vamos contenar o pais que deixam seus filhos abandonados que nasceram com deficiência e não estam preparados psicologicamente para amar. Vamos condenar as pessoas que largam seus amores por ficarem deficiente e também não estam psicologicamente preparados para essa realidade. Condenar os devotee que só querem uma aventura sexual e humilhar as pessoas deficientes. Já dei motivos de sobra de condenação. Isso merece atenção.

  26. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Sebastião, fiquei muito mais esclarecido. Agradeço-lhe por isso.

    Sebastião, no inicio afirma que quem cuida é devotee. Continuo a não entender muito bem esse ponto. Mas como dizem vocês: "deixe para lá".

    Diz que seus amigos e familiares conhecem suas predileções. Porquê existir essa necessidade? Conheço muitas pessoas ditas normais, a viverem com outras com deficiência, e esse rotulo ninguém lhe atribui. Isso porque acham o relacionamento normal. Pelo que escreve, deduz-se que só devotee ama e cuida bem e com naturalidade. Não concordo.

    DANILO E SEBASTIÃO, eu nunca achei anormal e nem aberração, uma pessoa dita normal, gostar de uma com deficiência.

    Fiquem bem

  27. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Eduardo,
    Tenho uma visão bem diferente da sua, no que diz respeito em quem são os devotees. Talvez seja porque não tive experiências negativas tanto no mundo virtual como no real. Por isso mesmo afirmei que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. A meu ver há dois tipos de devotees: aquele que sente amor ou atração pela pessoa com deficiência e aquele que sente atração pela deficiência da pessoa. Esse último com certeza é doente e precisa de tratamento. Isso está bem claro para mim.
    Se houvesse mais pesquisas em relação a esse tema não existiria tantas incertezas. Infelizmente é um tema pouco abordado por ser tão polêmico.

  28. Sebastião disse:

    Prezado Eduardo Jorge,

    Você tem a sua opinião formada sobre quem são os devotees, mesmo que eu ficar horas falando sobre esse assunto, sua opinião não vai mudar por conta das suas péssimas experiências com pessoas que acabam com a nossa imagem. Por favor, de novo, não venha colocar palavras relacionadas a minha pessoa, eu não sou do tipo de "deixa para lá" , tanto que criei um e-mail para quem tiver o interesse de conhecer sobre esse assunto. Cada ser humano tem um gosto, a pessoas que gostam de ter relações com loiras, morenas, pessoas do mesmo sexo e eu como muitos e sem vergonha de falar do assunto gosto de ter com mulheres amputadas. A necessidade existe a partir do momento que existe o ser humano. Isso é uma predileção. Não é uma doença ou "tara". Ninguém chama a minha filha de devotee. O que se precisa e ter em mente que esse rotulo foi criado por uma deficiente americana a tempos. Da mesma forma que se tem aos montes pessoas ditas normais, em diversas salas querendo apenas sexo com outras pessoas ditas normais, existe pessoas que só querem ter relações sexuais com pessoas deficiêntes, isso de quer apenas ter relação por curiosidade, ou apenas o sexo pelo sexo, não sou a favor. Compreenda os fatos. Não criei esse rotulo devotee. Sou um homem que busca a parceira para ter um relacionamento sério e o fisico que me atraí são as amputadas de membro inferior. Se pessoas com deficiência acham que somos pessoas "loucas, tarados…" e tudo mais elas nunca vão ser felizes em um relacionamento. Se existe o ser humano com deficiência e existem quem goste desses seres humanos não sei o por que o tantos rotulos e polêmica. Ouvi muitos casos de pessoas que são abandonadas por seus companheiros, como mencionado acima. Para amar não precisa de rotulos, precisa de humanidade. Sou um ser de carne e osso. se a sociedade dá esse rotulo para quem ama, no mas pleno sentido da palavra amor, aceito que sou devotee. Minha filha não tem idéia do que é sexo, muito nova para isso, mais ela ama a mãe que tem deficiência, ela não é devotee. A minha ex sogra, ama a filha, ela não é devotee. Devotar não é apenas ao sexo. Esse assunto é polêmico como justamente deixou aqui a Vera, falta de pesquisa, argumentações. O que se tem é muito pre-conceito. A pessoa ama a si proprio e devotee de si mesmo. O rotulo quem criou foi uma sociedade com um todo. Padrões de beleza quem criou foi uma minoria da sociedade. Devotee são pessoas e existem os com e sem deficiência.

  29. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Sebastião,
    Gostei muito do seu relato, mas em um ponto concordo com o Eduardo, se você sabe quem você é, porque então se esconde? Percebi através do seu relato as suas boas intenções, o carinho que você sente por pessoas com deficiência… Sendo assim não há motivo para você se esconder, você não é nenhum criminoso. Cada um é livre para fazer sua escolha, desde que esta não prejudique ou cause dano moral ou físico em outra pessoa. Se você não faz nada disso, conforme notei sua sinceridade no relato, não há o que temer. Se eu tiver que seguir sua linha de raciocínio, então meus ex-namorados sem deficiência teriam que se esconder. Pelo contrário, eles faziam questão de me apresentar à família, parentes e amigos deles, não escondiam nosso namoro de ninguém. Me levavam sempre para passear, viajar… Enfim eles assumiam que sentiam atração por pessoa com deficiência.
    Pense nisso, Sebastião, você não tem nenhuma doença por se sentir atraído por uma mulher amputada. Como você mesmo disse, “um ser humano se apaixonou por outro ser humano” Assuma isso, será um bem que você fará a si mesmo e a sua filha, que com certeza deve estar observando tudo isso.

    Abraços!

  30. Sebastião disse:

    Minha ex mulher e minhas ex namoradas tem um relacionamento aberto, não escondo elas de ninguém. Apresento elas para amigos, familiares e saímos de mãos dadas pelas ruas sem o menor problema. O que eu falei em ser anônimo e que não vou em debates no ao vivo ou defender a minha opinão mostrando a minha cara em revistas, jornais ou até mesmo sites de relaionamentos: orkut, facebook e sala de bate papo. O preconceito é muito grande e tenho medo de ser apontado na rua por uma coisa que não sou. Ser devotee não é uma tara é uma predileção. Enquanto a maioria das pessoas, que tem a mesma opinião que o nosso amigo Eduardo achar que devotee é simplesmente um desvio de personalidade, fico nesses debates. Em nenhum momento da minha vida deixei de assumir um relacionamento para ninguém, eu saio nas ruas de cabeça erguida com as minhas parceiras amputadas, só não falo a palavra devotee em publico que para muitos essa palavra parece ser algo patologico, proibido. A sociedade criou uma imagem errada sobre esse assunto, que são os seres humanos que gostam de pessoas com deficiência. Pode me chamar de covarde, vir aqui é se defender é fácil, preservo a minha imagem, sair nas ruas com a bandeira eu sou devotee ainda não é uma realidade esta bem distante para acontecer. Um dia ainda vai existir uma passeata como das pessoas GLS, pena que existem seres humanos que ataquem essas pessoas na rua, machucando e levando algumas a morte. Enquanto existirem essas pessoas, que atacam fisicamente outro ser humano por não concordar com as opiniões oposta, tenho que preservar minha vida para educar a minha filha. Ela sabe que o pai dela gosta de amputadas, a mãe dela é uma. Pessoas me olham na rua com mulheres amputadas, saindo para baladas, cinema, jantares romanticos e não me julgam com devotee e sim cavalheiro, que abre a porta, puxa a cadeira para dama sentar, que manda flores.
    Eu sou um ser humano que pertenço a um rotulo que não partiu de nós, seres humanos que gostam de relacionamento com pessoas deficientes. Assim como o nosso colega Eduardo julga um tudo pelas experiências dele, grande maioria fazem isso. E alguns cuidados eu tomo para preservar a minha paz e de familiares e não ter uma verdadeira caça as "bruxas" como estamos vendo alguns casos extremo de homofobia pela midia. Muitos dos seres humanos não respeitam as diferenças, por isso temos o racismo, homofóbicos, a falta de inclusão da pessoa com deficiência em muitos aspectos da sociedade. Quando o pré-conceito e o preconceito acabarem esse mundo vai ser bem melhor. Espero estar vivo para ver essas mudanças e aproveitar as vantagens de um mundo melhor.

  31. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Vera, entendi esse ponto de vista e respeito-o. Para ti devotee é também quem cuida. Escreves: "Por isso mesmo afirmei que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. A meu ver há dois tipos de devotees: aquele que sente amor ou atração pela pessoa com deficiência e aquele que sente atração pela deficiência da pessoa. Esse último com certeza é doente e precisa de tratamento. Isso está bem claro para mim.

    Por mim só não entendo o porquê de dar esse nome a quem cuida. Pelo teu ponto de vista posso deduzir que essa pessoa cuida de nós com amor, porque somos pessoas com uma deficiência. Que se não o fossemos, não seria assim.

    Também afirmas que há dois tipos de devote's, aqueles que sentem AMOR e os que sentem ATRACÇÃO pela deficiência. Então onde se enquadra quem cuida de ti? Se também são devotee's…

    Fica bem.

  32. Eduardo Jorge ( Tetraplégicos) disse:

    Sebastião, tinha. Já não tenho a mesma opinião. Foste claro num ponto. Há o devotee que AMA como tu e deseja uma vida normal. Somente tem um pormenor. Gosta de pessoas com alguma deficiência. OK. Bem claro!

    E também há os devotee's que somente se interessa pela deficiência em si. Certo. E claro também.
    Mudei minha opinião, quando me explicas-te esse ponto.

    Nada tenho contra nenhum dos dois tipo, desde que me respeitem. Obviamente que não teria problema nenhum em relacionar-me com o 1º tipo.

    Tinha ideia que só existiam os segundos. Daí minha relutância.

    Continuo é a não entender porque a ti e outros bem intencionados, continuam a achar isso uma aberração. A partir do momento que entendi essa diferença, ficou bem claro. É como quem goste de "cheinhas", "asiáticas", "altas"…

    É assim tão importante assumirem-se? Para mim és uma pessoa normal. Amem e ponto final. Para quê complicar, se tudo pode ser simples?

    Fica bem

  33. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Eduardo, quem cuida de mim sou eu mesma… Acho que sou uma devotee de mim mesma rss. Vamos descontrair um pouco. Como disse no início do texto o tema é muito complexo.
    Acredito que eu não me expressei direito em relação à frase sobre amor e atração. Disse que há devotees que se interessam, amam , ficam apaixonados, sentem-se atraídos pela PESSOA com deficiência e há devotees que sentem atraídos pela Deficiência da pessoa. Esses são aqueles que disse no texto: obsessivos, compulsivos…Nesse primeiro tipo de devotee, na minha opinião, são meus pais, amigos, ex-namorados…. Como já disse.
    Acredito que o x da questão é o termo “devotee”, que infelizmente tornou-se pejorativo devido ao fato de muitas mulheres e homens sofrerem com esse segundo tipo.

    Estou gostando muito desse debate, pois estou aprendendo coisas novas. Assim como os leitores , acredito eu, que estão lendo esse post. É uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos, conhecer outras experiências… O Sebastião está dando grandes depoimentos sobre sua vivência em relação ao devoteísmo

    Gostei muito quando disse ao Sebastião que:” Para mim és uma pessoa normal. Amem e ponto final. Para quê complicar, se tudo pode ser simples?” Perfeito, Eduardo!

  34. Mônica disse:

    Vera,
    Quando vc diz sobre seus ex-namorados: "Enfim eles assumiam que sentiam atração por pessoa com deficiência." E quando Sebastião fala que gosta de mulheres amputadas, fica claro para mim que se trata de devotees.
    Mas o que dizer das pessoas que não têm essa atração específica por pessoas com deficiência, que namoram com pessoas do sexo oposto, sejam elas como forem fisicamente?

    Uma mãe ama seu filho, quando ele ainda está no seu ventre, antes mesmo de saber de sua deficiência. Apenas o ama e cuida dele.

    Não concordo com o termo Devotee para todos os casos. Pode gerar confusão.

    Parabéns pelo debate, muito esclarecedor!

  35. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Monica,
    Em primeiro lugar quero agradecer sua participação.
    Como disse ao Eduardo a palavra devotee ao longo dos anos, tornou-se ofensiva. Quando falamos em devoteísmo associamos a palavra devotee às pessoas que de alguma forma deixaram traumas em uma PcD. Entendo seu ponto de vista. Com certeza a maioria das pessoas que conhecem o significado desse termo, terão relutância, e com razão, em dizer que seus familiares são devotees .
    Os devotees não necessariamente namoram somente pessoas com deficiência. Acredito que no devoteísmo deve haver características distintivas, até mesmo por causa da sua complexidade. Seria interessante que profissionais da área médica, como psicólogos e psiquiatras, dessem mais atenção a esse tema.

    Abraços!

  36. Marcos Vinicius Gomes disse:

    Olá!

    Eu acredito que o termo seja mais uma categorização (da muitas já patrocinadas pelos americanos)sobre um transtorno psicológico nestes tempos tão conturbados. O aprofundamento de uma abordagem com uma leitura feita apenas na base de 'fetichização' de um lado, associado ao 'patrulhamento'(justificável) do outro não acredito ser o melhor caminho possível. A sociedade contemporânea com suas esquizofrenias frequentes não pode se dar ao luxo de impossibilitar o relacionamento entre pessoas diferentes a priori pautado em categorizações que mais remontam a uma paranóia, entre tantas outras na área da saúde.
    O reducionismo (essa é uma das características da ciência nos dias de hoje) não levará a nada, caso o enfoque das relações sociais nessa questão tiver o foco na exceção e não na regra. Assim como é um equívoco a idealização do portador de deficiência num exercício de anulação superficial de estereótipos ( mídia faz muito bem isso), também o é a categorização reducionista de pessoas que desejam relacionamentos em qual grau for com outras que possuem deficiências, mas que são seres humanos como todos os outros com sonhos, expectativas, desejos, erros, acertos, derrotas e vitórias. Existem outras urgências para esse grupo, ou melhor dizendo para nós todos, pois somos seres em sociedade e melhorando a vida dos deficientes, estaremos melhorando nossa própria vida em grupo e praticando a cidadania em sua forma plena.

  37. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    @Juliana: Grata pelo comentário.

    @Danilo Dev SP @Marcio: Obrigada pela participação e por compartilhar conosco opiniões e pontos de vista!

  38. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Marcos, gostei muito da forma como abordou o assunto. Realmente houve uma categorização sobre esse tema.
    "…mas que são seres humanos como todos os outros com sonhos, expectativas, desejos, erros, acertos, derrotas e vitórias."
    "A sociedade contemporânea com suas esquizofrenias frequentes não pode se dar ao luxo de impossibilitar o relacionamento entre pessoas diferentes a priori pautado em categorizações que mais remontam a uma paranóia, entre tantas outras na área da saúde."

    Você disse tudo. Infelizmente em nossa sociedade ser diferente pode até mesmo representar um crime. A sociedade precisa passar, urgentemente, por um processo de humanização a fim de libertar-se do preconceito e aceitar o que é diferente.

  39. Gustavo disse:

    Parabéns pelo blog.

  40. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Obrigada, Gustavo!

  41. Anonymous disse:

    Josiane C. Carvalho
    Sou deficiente e não concordo com o texto, conheci um devotee na sala de bate papo da uol e ele só me usou. pra mim devotee é tudo igual, só querem o sexo pelo sexo. me prometeu mundos e fundos, disse que estava afim de coisa séria e depois adeus. são todos doentes!

  42. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Cara Josiane,
    Respeito sua opinião. No entanto, acredito que não podemos generalizar todos os homens ou mulheres a partir de uma experiência negativa que tivemos. Você poderia também ter essa mesma decepção com um homem com deficiência, como vi num dos comentários do post "Devoteismo: uma questão de escolha…". A leitora Wanessa deixou bem claro que sofreu uma grande decepção com um homem cadeirante. Dei esse exemplo só para mostrar a você que ninguém está livre de sofrer uma decepção, frustração seja por quem for…
    Seria muito bacana se você revesse essa forma de pensar. Um homem devotee sincero, assim como qualquer outro homem, não tem obrigação de assumir uma relação duradoura se não é isso o que ele deseja. O mesmo acontece com uma mulher devotee e o mesmo acontece com qualquer outra pessoa.
    Josiane,sei que se conselho fosse bom ninguém daria, no entanto aconselho que quando estiver na sala de bate papo da Uol preste bastante atenção atenção com que tipo de pessoa você está se envolvendo. Isso é muito importante!

    Desejo muitas felicidades a você!

  43. PAULO CESAR Garcia Garcia disse:

    Parabéns caros colegas pelo debate franco e imparcial. Parabéns Vera pelo blog.

  44. Roberto disse:

    Vera, um abração querida!
    Esbarrei-me por acaso, aqui… Talvez mais adiante eu faça um comentário sobre a contenda devotee… No momento a minha emoção é tão grande que não resta senão o ato de agradecer a Vera Garcia pela iniciativa exuberante. Tenho mais de meio século de deficiência… Aconteceram muitas coisas maravilhosas na minha vida, entre elas a minha família.
    …Mas sabem? Quem é deficiente desde os primeiros dias de vida tem muito o que contar; entende um outro deficiente; gente que trilha o mesmo caminho, e, no coração, há um lugar que precisa ser preenchido. Somos carentes, sim! Mas não somos, de todo, tolos…
    Sintam-se todos abraçados fortemente por esse irmão que está feliz da vida por este instrumento acolhedor e informativo.
    Abraços, abraços, abraços!

    • Vera Garcia disse:

      Roberto, fiquei muito feliz com seu comentário e otimismo. Obrigada!
      Seja bem-vindo!Espero que volte e conte um pouco mais sobre sua experiência de vida.
      Abraços!

  45. Roberto disse:

    Boa tarde, meus irmãos e irmãs!
    Boa tarde, Vera do bem, ciente que é linda… Você é um anjo? Não acredito nisso.
    Mas creio em você, irradiante qual Sol, fonte de vida e calor. E o tiquinho que lhe falta, é um espaço que sobra d’onde emana o amor… Você é uma jóia? Muito além que isso está você, Vera Garcia, com um proceder divino, feito um andor mágico e sublime, repleto de sonhos, nos trilhos da esperança, cheios de conflitos onde a arma maior é um ramalhete de flores.
    E eu que já trilhei caminhos escuros onde o horror era a discriminação dilacerante fui levado igualmente a conhecer as trilhas dos grandes sonhadores e seguidores do bem, e aí fiquei e degustei conhecimentos dos sábios, pouco é bem verdade, mas o suficiente para entender a propositura de estar aqui, sendo o que sou e como agir.
    Devotees?
    Existe isso? Recuso-me a crer.
    Sou amado pelo ser humano que sou. Não pelo defeito que tenho.
    Há pessoas que são amadas pelo brilho que refletem, o perfume que exalam e pelas palavras que proferem… Jamais pelo defeito que apresentam.
    Mas sei também que existem coisas bizarras, hediondas e horripilantes.
    Seria bonito um poema assim?
    Como é lindo o seu rastejar! Isso me excita e me dá prazer.
    É maravilhoso e exuberante seus membros deformados,
    Seus olhos opacos e o seu tatear.
    Sua cadeira de rodas, macia e cheirosa, provoca delírios ao vê-la passar.

    Bem! Só reflitam, irmãos e irmãs, cuidado com atores e atrizes em trabalho
    De garimpagem em mina aberta, e com bastantes minérios e preciosidades.
    Abraços, abraços, abraços!

    • disse:

      Roberto,
      Parabéns pelas palavras. Vc definiu em poucas, tudo o que eu gostaria de dizer, porém não as encontrei com tanta profundidade.
      Ultimamente o que ouço é esse assunto: DEVOTEE… Parece moda, onde todos parecem saber muito bem do que se trata, e eu, a última a saber.
      Mas, fiquei preocupada, pq sou casada e pensei o que vc falou: será que não posso ser amada pelo q sou?
      ”Há pessoas que são amadas pelo brilho que refletem, o perfume que exalam e pelas palavras que proferem… Jamais pelo defeito que apresentam.”

      Será que não posso despertar atenção, carinho ou até mesmo atração pelo simples fato de ser deficiente? NÃO CONCORDO!!!
      Agora querem me convencer que meu marido só está casado comigo , há 15 anos, pq ele é um ”devotee”? Só posso despertar um sentimento em alguém que sente atração por deficiente? Não creio nisso!

      Abs,

      • Vera Garcia disse:

        Prezada Jô,
        O que ofende e faz com que as pessoas se sintam agredidas é o termo “devotee” que tornou-se uma palavra pejorativa, conforme expliquei acima.
        Deixei bem claro no texto que essa é a minha opinião a respeito dessa temática. Quando escrevi o texto não tive a pretensão de convencer as pessoas, pois eu mesma disse que é um tema cheio de incertezas, polêmico e necessita de uma pesquisa aprofundada. No entanto, acredito que há mitos no que se refere a esse assunto.
        Respeito todas as opiniões, pois cada ser humano tem sua forma de pensar, de agir, de interpretar o mundo… Enfim cada um tem sua filosofia de vida. Somos livres! Viva a diversidade!
        Concordar ou não com o texto é um direito que você tem, assim como qualquer outra pessoa.
        Penso que uma discussão como essa é ótima para conhecer o ponto de vista, os conceitos, pré-conceitos e o olhar do outro.

        Abs,

  46. Vera Garcia disse:

    Roberto,
    Palavras de coragem, de confiança e de alegria causam uma sensação tão boa ao nosso espirito. Digo isso, porque suas palavras me causaram essa sensação.
    Dá para notar através do seu comentário, que está de bem com a vida, consigo mesmo e com outro ser humano. O escritor Augusto Cury diz “Quem não tiver um caso de amor consigo, jamais amará profundamente as pessoas com as quais se relaciona”. Acredito muito nisso.
    Você é uma dessas pessoas que tem um brilho especial e é amado pelo brilho que reflete.
    Obrigada por nos brindar com sua visita!

    Abraços!

  47. Roberto disse:

    Oi, Vera, BOM DIA!

    Voltando ao foco principal, em respeito a todos que comentaram: Escola Virtual, Sergio e Lu Jordão; André Luis e Flavinha Caldeira; Fábio Alves de Souza, Eduardo Jorge e Augusto; Márcia Gori, Kica de Castro, Sebastião e Danilo Dev SP; Juliana, Márcio e Mônica; Marcos Vinicius Gomes, Cleuse Alves Nogueira, Gustavo e Josiane C Carvalho e Paulo Cesar Garcia e à professora ciente, um fortíssimo abraço, e um beijão em cada participante.
    Esta temática, como já foi dito, é muito perigosa por ser movediça sem sustentação até literária. Seria uma tentativa infrutífera de justificarmos nossas carências afetivas?
    Sim! Pois apesar de viver num estado espiritual confortável, hoje, lembro-me muito bem de não encontrar, na minha infância, outras crianças com a devida disposição para um relacionamento mais íntimo. No máximo encontrei apenas “amigos”. Há crianças predispostas ao que se chama devotee? Se a resposta for positiva, então existem adultos Devotees. Do contrário…
    Lembre-se, o que foi possível no passado é possível agora. O que não é possível agora, não foi possível no passado. Creio nisso piamente.
    O bom é que apesar de tudo percebemos mudanças significativas no comportamento humano: As mulheres abominadas no período bíblico, ora são igualmente tratadas pelos dominantes… Os negros conseguiram muitos ganhos no meio dos presunçosos… Nós deficientes estamos abrindo portas nunca dantes abertas… Mas é preciso evoluir muito mais para chegarmos mais longe. Unidos chegaremos.
    A peleja continua…
    E os Devotees? Quem quiser crer… A liberdade é para todos, em todos os sentidos, mas os seus procedimentos de agora definem o seu futuro, isto é, por eles você poderá estar sorrindo ou chorando, amanhã.

    Abraços, abraços, abraços!

  48. Fábio Souza disse:

    Vera,
    Excelente debate, parabéns pelo Blog, sou leitor de carteirinha.

  49. Roberto disse:

    Especialmente para JÔ, e para os seres iluminados aqui presentes.
    Permita-me, caríssima amiga Vera do bem, quero mais um tempinho para dizer a querida Jô das suas dúvidas.
    Minha querida irmãzinha, ninguém vai às compras e paga por um fruto estragado; não há quem compre um boi faltando-lhe uma perna, a não ser pela depreciação de valor. Quando alguém adquire um animal com defeito é por piedade de fato ou alguma intenção perniciosa de ludibriar alguém a crer na sua “bondade”.
    Mas com o ser humano, apesar dos aproveitadores de plantão, é bem diferente no que tange a laços matrimoniais: A tal da chamada QUÍMICA nada mais é do que o brilho que vem do interior das pessoas e refletem diretamente no mais íntimo das outras, provocando uma atração física tão grande que não há como esquivar-se. Não temos controle sobre isso, amamos e somos amados independentes das nossas vontades mais prescindíveis. Não podemos escolher a que amar, nem por quem ser amados. Pela sua luz, pelas suas palavras, pelos seus procedimentos, isto é, pelo que você é moralmente, espiritualmente e culturalmente, você é acolhida ou rejeitada; amada ou tolerada. Nunca isso acontece pela perfeição ou deformidade física; beleza ou feiúra; riqueza ou pobreza… A não ser quando das conveniências desprezíveis.
    Pois bem, minha amiga, se você é casada e amada, é porque existe em si um grande número de valores que sustentam e definem você, como merecedora de um grande homem ao seu lado, nada mais que isso.

    Abraços, abraços, abraços!

    • Vera Garcia disse:

      Seu comentário é simplesmente lindo, Roberto!
      É sincero, cauteloso, tem um carinho especial pelas pessoas. Noto que você tem também um grande conhecimento da natureza humana.
      Abraços e obrigada por enriquecer esse post!

  50. Leonardo disse:

    Olá…
    Eu sou deficiente fisico, sou cadeirante, mas nunca tive problemas pra namorar, tá certo que tem pessoas que discrimina, mas tranquilo, no país em que vivemos há preconceito pra td!!
    Pra se namorar alguém temos que ver o que a pessoa é por dentro, mas sei que nem tds tem essa linha de pensamento!!

    Obrigado.

  51. Vera Garcia disse:

    Caro leitor,
    Prezo muito pelos comentários que enriquecem e valorizam os posts.
    Logo abaixo há regras para liberação dos comentários. Gostaria de reafirmar que comentários com objetivo somente de divulgar links serão excluídos. Essa não é a melhor maneira de divulgar um blog ou site, não é elegante. Sugiro que use OpenID e assine seu nome ao final do texto.

  52. Daniel disse:

    Essa questão dos devotees é particularmente complicada. Mas pode ser vista sob outro ângulo: algumas pessoas ao acabarem tendo uma relação afetiva com outra que não se encaixe nos padrões de beleza comercialmente difundidos acaba sendo considerada “problemática” ou “fora da casinha”, mesmo que a quebra do padrão não esteja relacionada com alguma deficiência.

  53. ernesto lemos disse:

    Gostei…sempre entrei em site de conversa com devotee, sou deficiente físico sempre tive namoradas devotees são ciumentas possessivas (sem generalizar) e sempre que não dá certo com um deficiente os devotees procuram outro deficiente, Graças a Deus que temos devotees, coloco no meu link se não for devotee não quero (risos)…

  54. JOSE PEDRO disse:

    Realmente,ainda pouco se debate sobre DEVOTEE…Espinhoso sim mas de muita importancia para esclarecer certos TABUS que ainda existe se tratando de relacionamento entre deficientes…
    Parabens Vera!!
    Ta postado seu link em meu Face!!

  55. Carla Abreu disse:

    Devotees
    Atualmente, muito se tem falado de devotees, que seriam pessoas sentem atração por uma dada deficiência, não pela pessoa em si, mas especificamente em função da deficiência, ao menos, foi isso pude perceber pelas informações veiculadas em outros sites e na comunidade do Orkut, com esse nome. Eu tenho nanismo e, sinceramente, não vejo isso com bons olhos. Nós, pessoas com deficiência, somos como qualquer outra pessoa, e essa percepção dos devotees me remete não só a “coisificação” do ser humano como também sua “classificação”, como se as pessoas pudessem ser colocadas em prateleira. Explico melhor. Por quê quando alguém tem atração por uma pessoa deficiente que a aceita como ser igual a taxaria quase como objeto de feitiche? Aliás, pareceu-me que os devotees fazem umas espécie de referencia à algo mórbido, e ao meu ver isso não é saudável para ninguém. eu penso que dessa forma coloca-sem as pessoas com deficiência em uma posição um tanto degradante. Se essas pessoas vêem a pessoa com deficiência com qualquer outra pessoa porque focaliza apenas em parte do que ela é, que é sua deficiência? Existem vários casais entre pessoas com deficiência e pessoa que não possuem nenhuma, por acaso isso não é natural? E entre esses casais há a atração sexual pela pessoa em si, não porque é amputada ou porque tem nanismo,mas simplesmente tem atração por aquela pessoa, acabou. Eu sinto que os devotees colocam a atração por uma pessoa com deficiência de uma forma pejorativa como se fosse algo bizarro. Sinto como uma ofensa. Sinto como uma forma degradante de descriminação….para mim é só uma face obscura do preconceito.

    Acho que auto-estima é algo muito caro, e vejo que relações assim só irão servi para miná-la.

  56. Hanna disse:

    Se devotees sao pessoas que amam ou defendem os deficientes, como foi citado na materia exemplificando pais,familia,etc…como se chamam,ou, devemos chamar aquelas pessoas que buscam se relacionar com o deficiente apenas interessados nas deficiencias de seu corpo?Ja conversei com muitos que só falavam que queria beijar meus pés defeituosos.Que titulo se dar a este tipo de pesssoa? ou porque chamar os nossos familiares com o mesmo nome que dão ao fetiches de deficientes,se eles tem por nós sentimentos puros? Se levar o termo devotee ao pé da letra generaliza tudo,não?Se alguem tem vergonha de admitir que tem atraçao por pessoas deficientes como muitos fazem chamados devotees,entao tem algo errado.Tudo que é correto nao precisa ser escondido.

    • Vera Garcia disse:

      Hanna, respeito sua opinião e agradeço seu comentário. Mas também entendo que não podemos generalizar determinada situação a partir de uma experiência negativa.Expliquei isso em outros comentários.

  57. JÉSSICA disse:

    OLA MEU NOME É , SOU CASADA TENHO 42 ANOS, E SOU UMA DEVOTEE, NEM SABIA QUE EU TINHA ESSE NOME, ATÉ QUE POR COINCIDÊNCIA ENTREI NESSE SITE. TENHO ATRAÇÃO POR HOMENS CADEIRANTES, ACHO LINDO ! MAS OLHO TUDO, ACHO QUE A DIFICULDADE FAZ A PESSOA, MUITO MAIS INTERESSANTE. NÃO VEJO SOMENTE PELA ATRAÇÃO SEXUAL E CONSIDERO ATRAENTE, HOMENS QUE SEGUEM EM FRENTE, MESMO DIANTE DA DIFICULDADE. NUNCA PROCUREI HOMENS ASSIM, MEU MARIDO NÃO TEM DEFICIÊNCIA NENHUMA. ME CONSIDERO NORMAL, SOU BONITA E TENHO TODO O AMOR DE MEU MARIDO, ELE NEM SABE DESSA MINHA ATRAÇÃO.
    MEUS FAMILIARES SÃO PESSOAS QUE CONSIDERAM O FICAR PARAPLEGICO OU TETRA UMA TRAGÉDIA, NÃO LIDAM BEM COM A DEFICIÊNCIA, CRESCI NESSE MEIO, MAS EU PENSO DIFERENTE, PENSO QUE TEMOS QUE LEVAR A VIDA A DIANTE.
    VOCÊ QUE ESTÁ NESSA CONDIÇÃO SAIBA QUE TEM PESSOAS COMO EU, QUE TERIA ORGULHO DE ESTAR AO LADO DE PESSOAS COM PARAPLEGIA OU ALGO ASSIM.
    NÃO DESEJO ISSO A NINGUÉM, MAS NÃO É O FIM DO MUNDO, LEMBRE-SE QUE VOCÊ É DIFERENTE, NÃO SOMENTE PELA DEFICIÊNCIA, MAS PELA TUA HISTÓRIA DE VIDA, PELA SUAS QUALIDADES DE SUPERAÇÃO

  58. Gilson..(Deficiente) disse:

    Me chamo Gilson,tenho 42 anos e sou cadeirante.Tenho duvidas se no Brasil as mulheres que gostam de Deficientes é por amor piedoso,ou por cuidado,ou tão somente que ficar junto pra dar um carinho que talvez venha ver que a família não tenha com o mesmo.
    Nunca tive uma namorada que fosse Devottee..Eu vi varias respostas,mais não compreendi direito de verdade.
    Se alguma mulher puder me responder ficaria muito grato,no meu e-mal([email protected])…desde já fico muito grato.
    Fiquei muito feliz em ver este blog.

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