O que é traqueostomia?

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A cada ano, centenas de novos pacientes e infelizmente em sua maioria jovens, requerem a utilização da ventilação mecânica controlada (traqueostomia), como uma modalidade terapêutica essencial para suportar suas vidas na presença da falência respiratória aguda ou crônica.

Passando por uma análise clínica individualmente, muitos desses pacientes podem vir a necessitar de suporte ventilatório controlado, por um período de tempo bastante elevado ou até mesmo necessitá-lo em definitivo para o resto de suas vidas. Outros pacientes podem eventualmente, serem candidatos a obterem sucesso na terapia, principalmente, quando o programa de desmame do ventilador mecânico estiver respaldado em metas e protocolos bem definidos, atualizados e ajustados individualmente para cada caso.

Traqueostomia é um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, indicado em emergências e nas intubações prolongadas.

A incisão é feita entre o 2º e 3º anel traqueal. O objetivo é não prejudicar as cordas vocais do paciente ao passar o tubo de ar.

A traqueostomia é um procedimento freqüentemente realizado em pacientes necessitando de ventilação mecânica prolongada.

Traqueostomia completada (Imagem ao lado)
1 – Cordas vocais
2 – Cartilagem tireóide
3 – Cartilagem cricóide
4 – Cartilagens traqueais
5 – Balão
A técnica, nestes pacientes, apresenta diversas vantagens quando comparada com o tubo orotraqueal, incluindo maior conforto do paciente, mais facilidade de remoção de secreções da árvore traqueobrônquica e manutenção segura da via aérea.
O tubo orotraqueal é mais utilizado quando o paciente vai ficar pouco tempo respirando com ventilação mecânica, como em cirurgias que requerem anestesia geral.

O procedimento de traqueostomia é simples. O pescoço do paciente é limpo e coberto e logo são feitas incisões para expor os anéis cartilaginosos que formam a parede externa da traquéia.

Posteriormente, o cirurgião corta dois desses anéis e insere nesse orifício uma cânula (metálica ou plástica), que permite uma comunicação entre a traquéia e a região do pescoço.

Quando Acontece a Obstrução à Passagem de Ar?

Em diversas situações pode haver obstrução da garganta, o que dificulta a chegada de ar aos pulmões. Nestes casos podem ocorrer sintomas como:

  • Acessos freqüentes de tosse;
  • Sensação de asfixia, ou de “estar se afogando no seco”;
  • Respiração ruidosa (barulhenta) e com esforço;
  • Dificuldade para respirar ao deitar (dificuldade para dormir deitado);
  • Falta de ar após pequenos esforços. Nestes casos, a pele pode ficar muito pálida ou azulada;
  • Engasgos freqüentes.

Recuperação

A recuperação da incisão feita na traquéia para a introdução de cânula (processo da traqueostomia) depende de diversos fatores, tais como:

  • Durabilidade da traqueostomia (prolongada ou de curta duração);
  • Condições da pele e músculo ao redor da traquéia;
  • Condições físicas do paciente.

Considerando uma traqueostomia baixa, de curta duração, executada em paciente hígido, submetido, anteriormente, a uma tireoidectomia total, com esvaziamento ganglionar e, portanto, com a pele do pescoço descolada devido ao processo cirúrgico, teremos um tempo médio de cicatrização da traquéia em torno de 30 dias, após a retirada da cânula.

Nesse caso, o orifício da pele do pescoço fechar-se-á, primeiramente, em pouco menos que 5 (cinco) dias, utilizando-se ponto falso feito com tiras de esparadrapo postadas em formato de “X”, fazendo-se pregas para agilizar a cicatrização (mantém o orifício colabado e aproxima, da traquéia, o tecido da pele e músculo, acelerando a aderência).

A traquéia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem. Por isso, o fechamento do seu orifício é mais lento e de forma gradativa.

A medida que o orifício diminui de tamanho, até chegar a uma abertura mínima, é possível a percepção de som, este produzido analogamente ao apito (o som é produzido pela vibração do ar ao passar por uma aresta).

Isto constitui um sinal, juntamente com a presença de pequenas bolhas de ar ao redor da traquéia, de que seu orifício está prestes a fechar (em média 2 dias para o fechamento total).

Após o fechamento total do orifício, é acelerado o processo de aderência da pele e absorção da fibrose que por ventura tenha sido criada.

Observação: esse relato foi feito baseado em experiência com um paciente, conforme descrito no texto, não sendo comprovado como regra geral.

Veja o artigo:  Traqueostomia: Dicas de Saúde

Fontes: Wikipédia/ http://www.fisionet.com.br/http://www.vivatranquilo.com.br/

Veja:

2 Comentários

  1. G I L B E R T O disse:

    Vera

    Como sempre, voce ensinando para a gente coisas que ouvimos por aí, que pensamos que sabemos o que é e, na verdade, nada sabemos!

    Ensinar é um verbo que tu conjugas com singular perfeição, minha carissima e delicada amiga!
    Sempre bom te visitar e vir aprender contigo!

    estejas bem nesta noite e em todas as demais!

  2. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Obrigada, meu amigo poeta! Você, como sempre, brilhante em "Nel Mezzo Del Cammim"! Adoro visitá-lo!

    Beijos!

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