Aparelho desenvolvido no Sul de Minas leva esperança para tetraplégicos

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Aparelho desenvolvido no Sul de Minas leva esperança para tetraplégicos

Tratamento experimental permite recuperação rápida de deficientes com lesões medulares. Programa especial já é testado em 12 pacientes

O sonho de voltar a ter os movimentos fez com que Leandro Aparecido de Carvalho, de 30 anos, que ficou tetraplégico há quatro, depois de sofrer um trauma na coluna ao mergulhar numa piscina, fez com que buscasse vários métodos de recuperação. Depois de inúmeras sessões de fisioterapia, o rapaz aceitou participar de um tratamento experimental de reabilitação de pessoas com lesões medulares, feito em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas.

Leandro, que antes vivia em uma cama e dependia totalmente de familiares e amigos, passou sete meses fazendo sessões de fisioterapia com a ajuda de um novo equipamento, em que o paciente fica de pé e aos poucos vai sendo estimulado a se movimentar. Hoje, ele consegue se locomover com ajuda de um andador e já faz quase tudo sozinho e até dirige carro normalmente.

Ele explica que todo o seu progresso não foi um milagre, mas uma conquista com força de vontade. “Com a ajuda do tratamento pude fortalecer a musculatura da coluna, braços e pernas e consegui retomar grande parte dos meus movimentos”, disse.

O jovem e mais 11 pessoas, de 20 a 51 anos, tetraplégicos e paraplégicos, fazem parte do grupo de pesquisa da fisioterapeuta Cláudia Cristina Garcez, que desde julho usa o Elevador Ortostático Dinâmico. O aparelho criado por ela com apoio de especialista do curso de pós-graduação em engenharia biomédica do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e de empresas privadas, já representa uma esperança para pacientes portadores de deficiências físicas.

Fisioterapia
O elevador, que funciona no asilo da cidade, consiste em uma barra de aço de seis metros de comprimento por três de altura, com um motor elétrico acoplado a uma corrente e um gancho de suspensão, adaptada a um controlador de velocidade. Com o equipamento, a pessoa com tetraplegia é içada, de maneira suave, e colocada na posição vertical para realização de fisioterapia, exercícios nos pés e nas pernas. O equipamento foi patenteado há três meses e já está sendo comercializado por R$ 8,5 mil.

Um acidente de moto mudou a rotina de Francinei Paulo Silva do Carmo, 20, que ficou paraplégico depois de fraturar três vértebras da coluna. Ele afirma que o uso do elevador na fisioterapia lhe dá segurança e facilita a recuperação. “Com os exercícios, consigo trocar os passos novamente e isso me dá uma sensação de liberdade. Cheguei a fazer outros tratamentos, mas só esse é que está dando resultado”, disse.

Com 12 anos de experiência na área, a fisioterapeuta explica que antes precisava de muitas pessoas para colocar o paciente de pé, o que dificultava o trabalho, por isso resolveu investir na criação do equipamento. Segundo ela, a técnica tem trazido resultados satisfatórios e melhorado a autoestima dos usuários. “Todos os assistidos pelo projeto deixaram de andar por algum motivo, mas, mesmo com a deficiência motora, o cérebro deles reconhece o movimento. Quando a pessoa está deitada numa cama ou sentada, o corpo também entende, mas não é tão eficiente quanto colocá-la em pé e incentivá-la dar um passo.”, explica.

Fonte: http://www.uai.com.br/  (21/02/2010)
Referência: Blog do Prof. Sergio de Castro

Veja:

14 Comentários

  1. Eduardo Jorge disse:

    Vera, esperemos que não seja mais uma noticia que não passe somente disso.

    Já não consigo acreditar facilmente nas coisas.

    Fica bem.

  2. Deficiente Ciente disse:

    Você tem razão, Eduardo…
    Vamos torcer para que tudo dê certo!

    Abraços e fique bem, meu amigo!
    Vera

  3. Angelo Márcio disse:

    Olá, Vera!

    Meio que repetirei as palavras do Eduardo…
    Também tenho esperança, mas quanto mais o tempo passa mais acho que muitas das pesquisas só tem fundo monetário, no entanto, sempre haverá esperança.

    E é por isso que espero que esta escape e ajude muita gente.

    Felicidade e fortaleza sempre!

  4. Deficiente Ciente disse:

    Olá Angelo!

    Isso mesmo, não vamos perder a esperança, meu amigo!

    Segundo Yitta Halberstam: "A esperança é algo que traz o sol às sombras das nossas vidas. É nosso vínculo com um amanhã melhor. Quando a esperança se vai, também se vai nossa força vital. Enquanto a esperança permanece viva, também permanece nossa determinação de prosseguir."

    Um grande abraço!
    Vera

  5. claudia garcez disse:

    Olá Meu nome é Cláudia Cristina Garcez, sou fisioterapeuta e idelaizadora da pesquisa com o equipamento Elevador Ortostático Dinãmico. Estarei à disposição para esclarecimentos.
    Trabalho com a estimulação da marcha e na postura em pé durante toda a terapia. Quanto a esperança…é por isso que faço pesquisa e acredito que muito há para fazer na reabilitação das pessoas com deficiência!
    Abraço a todos.
    clá[email protected]

  6. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Olá Cláudia!

    Parabéns pela criação de um aparelho que poderá mudar e muito a qualidade de vida de uma pessoa com tetraplegia.
    Quem estiver interessado, entre em contato com a fisioterapeuta Cláudia Cristina Garcez através do email clá[email protected]

    Abraços,
    Vera

  7. lorinha disse:

    Ola Tudo Bom …
    Hoje estava a procura de noticias para um trabalho de sociologia do segundo ano do ensino medio,procurei saber mais sobre a paralisia e a tetraplegia … Queria primeiro parabenizar pelo site que nos informa melhor e tira todas as duvidas … e dizer que agora depois de entender melhor o que é essa deficiencia fiquei muito feliz com essa noticia de que essas pessoas possam ter a esperança de ter os seus movimentos de novo .Fica aqui meus sentimentos de felicidade e de esperança por aqueles que perderam seus movimentos por alguma causa ,Tudo de Bom :D

  8. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Muito obrigada, Lorinha!

    Tudo de bom para você também!

    Abraços,

  9. Andrea disse:

    Eu gostaria do contato dessa empresa de Santa Rita que comercializa esse equipamento. Na feira Reatech eu conversei com uma das representantes mas perdi o folder. Obrigada! Andrea ([email protected])

  10. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Olá Andrea!
    Entre em contato com a fisioterapeuta Cláudia Cristina Garcez através do email clá[email protected]

    Abraços!

  11. gabriele disse:

    oi fico feliz de ver q o leandro esta melhor dpois desse tratamento tbm sou deficiente sou paraplegica e vendo isso me da mais esperanças adoro seus post são muito esclarecedores obrigada bjss fiquem com deus .
    gabriele

  12. Vera (Deficiente Ciente) disse:

    Olá Gabriele! Obrigada!
    Com os grandes avanços da ciência e da tecnologia ainda chegaremos lá… Nunca podemos perder a esperança!

    Beijos, querida!

  13. Anonymous disse:

    GOSTARIA DE RECEBER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TRATAMENTO TENHO UM FILHO QUE FICOU TETRAPLEGICO EM 2005 COM 25 ANOS CC5 elainemariabianchini@gmail Elaiene Bianchini cidade São Francisco de Assis rs CPE 97610000

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